No final deste ano deverá entrar em vigor a nova lei orgânica da proteção civil, que prevê que os dispositivos operacionais regressem aos seus distritos. Situação que preocupa a Mealhada, que faz parte da sub-região de Coimbra e aí pretende permanecer. O lamento foi feito na última reunião do conselho intermunicipal, manifestando-se também preocupada com a situação, a Autarquia de Mortágua e a própria Comunidade Intermunicipal da Região Metropolitana de Coimbra.
A mudança, a acontecer, fará com que a Mealhada passe para o distrito de Aveiro, neste âmbito da proteção civil, em prol de uma organização distrital. Uma preocupação para os concelhos da Mealhada e de Mortágua e que foi, inclusivamente, manifestada ao recém ministro da Administração Interna, Luís Neves, esta semana, aquando de uma reunião, em Soure, onde somente foram convidados os municípios e corporações de bombeiros do distrito de Coimbra. «Não tivemos conhecimento (Câmara) da reunião e nem os Bombeiros da Mealhada e da Pampilhosa. Não fomos convidados, mas estivemos lárãoe quisemos ser ouvidos, tal como o Município de Mortágua. Julgo que o senhor ministro percebeu a nossa preocupação e até está sensível ao problema», referiu, ao nosso jornal, António Jorge Franco, presidente da Autarquia da Mealhada.
«Há uns anos houve uma reforma e a Mealhada passou a pertencer a uma sub-região no que toca à proteção civil. O atual Governo quer alterar tudo isso e passar a uma gestão distrital», lamentou o autarca, explicando que «há investimentos feitos no Portugal 2030, onde se investiu em viaturas e em equipamentos de combate a incêndios, através de candidaturas da CIM. Não me parece bem que seja dado um passo atrás, onde há coesão territorial e onde estamos bem servidos». «Todos sabemos que as câmaras municipais são os maiores financiadores a nível nacional e andamos aqui a investir para deixarmos de ter uma coordenação sub-regional, para uma distrital. Os investimentos feitos através da CIM, passam agora para Aveiro?», questiona, indignado, o Autarca da Mealhada, esperançoso que «tudo isto não seja para ser levado em frente, nos locais onde funciona bem».
Na sessão, também a CIM Região de Coimbra manifestou estar contra esta intenção.
Texto de Mónica Sofia Lopes
Fotografia da Região Metropolitana de Coimbra





















