Adriano Martins Aires, diretor cessante da Escola Profissional de Anadia, foi homenageado, na passada quarta-feira, numa cerimónia promovida pela Câmara de Anadia, que contou com a presença do ministro da Agricultura e Pesca, José Manuel Fernandes. «Paixão» e «amor pela terra» foram destacados pelo representante do Governo para parabenizar «o trabalho e as sementes deixadas» por Adriano Aires.

«Nem em sonhos imaginaria que esta cerimónia viesse a existir. Apenas fiz o que deveria, desempenhando as minhas funções com honestidade e lealdade e depositando nelas os meus conhecimentos, saberes e competências», começou por referir o homenageado que, no seu percurso profissional, foi técnico do Ministério da Agricultura, chefe de divisão responsável pela Estação Vitivinícola da Bairrada e diretor da Escola de Viticultura e Enologia da Bairrada, nesta última função desde 1991. «Aqui e agora afloram no meu pensamento todos os que na Estação Vitivinícola ampararam e estimularam as minhas “loucuras”, diretores e colegas de trabalho, desde o mais distinto ao mais humilde. Em conjunto fizemos da “velhinha” Estação Vitivinícola uma referência na inovação, no conhecimento e no compromisso com tecido empresarial», afirmou.

Referindo-se concretamente à Escola de Viticultura e Enologia da Bairrada, Adriano Aires garantiu ter sido «uma campanha bem difícil e um trapézio bem alto sem rede, nem colchão». «Hoje todos sabem a importância que a escola representa para a cidade de Anadia e para a região, bem como o mérito que tem para o país», sublinhou ainda, agradecendo «às diretoras financeira e pedagógica o empenho, dedicação e abnegação, que se estende a todo o pessoal docente e não docente, porque sem eles nada seria possível».

O diretor cessante da Escola Profissional de Anadia não esqueceu «as pessoas da Bairrada, especialmente os humildes vitivinicultores e suas organizações, pelo carinho com que me receberam e ajudaram a ser melhor pessoa e profissional».

Maria Teresa Cardoso, presidente da Câmara de Anadia, entidade que promoveu o «reconhecimento público», nas palavras da autarca, «é justo e merecido, por todo o trabalho que sempre procurou fazer envolvendo a escola e a comunidade».

Palavras corroboradas pelo ministro da Agricultura, que parabenizou «o trabalho e as sementes deixadas desde a fundação da escola». «Congratulo também este reconhecimento que a Câmara não quis deixar de prestar», enfatizou.

Recordamos que a Escola Profissional de Viticultura e Enologia da Beira Litoral, com sede em Anadia, tem novos órgãos sociais desde o passado dia 5 de junho, com o Município de Anadia a presidir à direção, enquanto que a assembleia-geral e o conselho fiscal são presididos, respetivamente, pela Aliança, Vinhos de Portugal, SA e pela Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro. O mandato tem a duração de três anos.

«Nesta fase inicial vamos fazer um acompanhamento mais próximo, com o intuito de conhecer mais profundamente todas as questões e desafios da escola», afirmou, na ocasião, Maria Teresa Cardoso, sublinhando que «este caminho tem de ser feito em conjunto, com a colaboração de todas as entidades. É preciso olhar para o futuro, não desprezando a história e o passado da escola, e adaptarmo-nos aos novos desafios».

 

Texto de Mónica Sofia Lopes

Fotografias de Bernardete Gomes e Município de Anadia