Um sénior, de 86 anos, residente na Travessa da Alegria, em Ventosa do Bairro, no concelho da Mealhada, foi burlado em cerca de doze mil euros, na manhã do passado dia 11 de agosto. A situação preocupa as autoridades que não se cansam de alertar para que, nestas situações, as pessoas não abram a porta a estranhos e não acreditem na informação de que as notas, seja de que valor forem, tenham que ser trocadas.

Eram cerca das 10h30 do passado dia 11 de agosto, quando um carro estacionou junto à habitação de Avelino Lopes, em Ventosa do Bairro. «Batem à porta e eu vim à rua, depois do senhor dizer que precisava de uma informação. Começou a mostrar-me notas de dez, vinte e cinquenta euros a dizer-me que iam desaparecer», recordou, ao «Bairrada Informação», o sénior de 86 anos, garantindo que lhe disse que «não queria saber nada disso».

Mas o homem insistiu: «Somos da Polícia Judiciária e temos que saber as notas que tem, não só as suas, mas as de toda a gente, porque têm que ser recolhidas». «Há de ver quantas notas tem», continuou, levando Avelino Lopes a entrar dentro de casa, episódio que aconteceu por duas vezes, enquanto conversavam.

O homem, segundo descrição do burlado, «era alto e tinha cerca de 50 anos». A acompanhá-lo estava outra pessoa – não se sabendo se homem ou mulher – que, alegadamente, conduzia um Opel Astra de cor verde.

Confuso com o que estava a acontecer, Avelino Lopes voltou a entrar em casa, pela terceira vez, afirmando desconhecer quantas notas tinha em casa. «Dirigi-me ao quarto e comecei a mexer no casaco, não me apercebendo que o homem tinha também entrado. Quando me virei, deparo-me com ele a perguntar-me se era ali que tinha o dinheiro», conta, emocionado, Avelino Lopes, recordando que ao mesmo tempo que lhe tirava o dinheiro do casaco, «o homem foi à cómoda e colocou tudo o que lá estava – cerca de 12 mil euros em notas – no lado direito do bolso das calças». «As poupanças de toda uma vida foram embora», lamentou.

O filho que reside com Avelino Lopes, mas que durante o dia se ausenta para trabalhar, foi o primeiro a chegar ao local. «O meu pai desorientado ligou para um outro irmão que me alertou para o que tinha acontecido e eu vim de imediato», disse, ao nosso jornal, António Lopes, garantindo que «foi tudo muito rápido». «Dois vizinhos, estavam sentados mais ao fundo da rua e viram o carro. Uma outra senhora passou e viu-os, mas achou que até era alguém para falar comigo», referiu o filho, admitindo que os autores do crime «estiveram aqui tranquilos, sem medo sobre toda esta situação».

Situação que foi participada no Posto da Mealhada da Guarda Nacional Republicana, força que esteve no local, bem como elementos da Polícia Judiciária.

O «Bairrada Informação» sabe que, recentemente, houve uma tentativa com o mesmo «modus operandi» em Bustos, no concelho de Oliveira do Bairro. Já na cidade Mealhada, concretamente, na Urbanização Quinta dos Coutos, na tarde de sábado, 6 de agosto, foi furtada uma trotinete, no valor de cerca de quatrocentos euros, da garagem comum de um dos lotes, «onde foram abertos todos os armários espalhados pela mesma» e num outro houve uma tentativa de abertura da garagem, «cuja fechadura foi forçada».

 

Mónica Sofia Lopes