Dois assaltos na última semana em habitações na Rua da Azenha, na localidade de Vimieira, freguesia de Casal Comba, no concelho da Mealhada, em plena luz do dia, têm deixado a população em alerta e assustada. Ouro e dinheiro têm sido o grande objetivo dos últimos furtos que, naquela zona, acontecem há anos com alguma frequência.

«Ontem (quarta-feira, 10 de novembro) sai de casa com o meu marido cerca das 14h00 para irmos ali à Via Romana à lenha e regressamos cerca das 16h15. Ainda estivemos um bocadinho no jardim a descarregar a lenha e só depois é que entrei dentro de casa», explicou, ao «Bairrada Informação», a última lesada da Rua da Azenha, na Vimieira, que ainda muito assustada com o que aconteceu não se quis identificar.

Quando entrou dentro de casa, a vítima achou estranho a sua carteira estar aberta em cima da mesa da cozinha, mas só depois de lhe mexer e ver que apenas tinha 55 cêntimos, onde deveriam estar 30 euros, é que ficou assustada, percecionando que algo não estava bem. «Quando fui para o resto das divisões é que me deparo com um horror. Tudo remexido, tudo no chão», desabafou, garantindo que foram furtados 200 euros e um colar em ouro.

Para entrar (ou entrarem) na habitação, que se situa muito próxima de uma oficina onde a movimentação é sempre grande, foi retirada uma janela, de uma das laterais da moradia, que ficou intacta no chão. «Já dei voltas à casa e até acho que quem entrou saltou as grades da fachada principal que é virada para a estrada», lamentou ainda a proprietária da habitação, acrescentando que participou a ocorrência, no imediato, à GNR, que se deslocou ao local com uma patrulha.

O assalto de há dois dias aconteceu precisamente uma semana depois de outro numa habitação muito próxima e também na Rua da Azenha. «Foi no dia 3 de novembro à tarde. A senhora saiu para trabalhar e o marido e a sogra foram para a azeitona. Estiveram três horas fora e foi o suficiente para que, com um pé de cabra, rebentassem uma porta e uma janela e entrassem lá para dentro», contou, ao nosso jornal, uma vizinha, garantindo que «tudo foi revirado» e que levaram do local «ouro, dinheiro e umas salvas de prata».

Enquanto a reportagem decorria tivemos também a informação de que, nos últimos dias, o pão que habitualmente fica à porta das casas tem sido roubado e que uma outra habitação teria sido assaltada, na mesma rua, mas há já algumas semanas. «Foi no último fim-de-semana de setembro e o furto terá acontecido à noite, num anexo que tenho atrás de casa. Levaram-me uma máquina de sulfato de cobre antigo, uma roçadeira de varais que me custou 210 euros, um ferro inoxidável que o meu marido usava para pendurar as cabras e ainda uma enxada», contou Idalina Ventura Várzeas, adiantando que já em fevereiro de 2019 tinha sido assaltada no mesmo anexo. «Levaram um ferro de engomar, no valor de 90 euros, e uma motosserra de 400», rematou.

 

Mónica Sofia Lopes