No passado sábado, dia 5 de junho, Dia Mundial do Ambiente, o GEDEPA – Grupo Etnográfico de Defesa do Património e Ambiente da Região da Pampilhosa -, com o envolvimento de outras instituições pampilhosenses (Grémio de Instrução e Recreio, Cruz Vermelha e Escuteiros) e da Junta de Freguesia de Pampilhosa, promoveu uma ação de limpeza nos terrenos da Fujaca, localizados no extremo sul da freguesia, paredes meias com a freguesia de Botão, concelho e distrito de Coimbra. “Com a recente aquisição por parte do GEDEPA de uma parcela de terreno, na qual se situam os antigos fornos da cal, que remontam à época do grande desenvolvimento industrial da Pampilhosa do início do século XX, surgiu a intenção de reabilitar o local para espaço de lazer e de evocação histórica, com a futura instalação de um pequeno núcleo museológico e espaço de recreio, com área para parque de merendas, instalações sanitárias e percursos e trilhos para trail/caminhadas”, lê-se numa nota de imprensa do GEDEPA.

Este sábado o processo de reabilitação da zona continuou, com a recolha, por parte de cerca de trinta voluntários, “de detritos deixados nos últimos anos pela população menos informada e talvez um pouco desleixada, que foi depositando o ‘seu’ lixo pelos vários caminhos que serpenteiam aquela região”. “Falamos essencialmente de entulho de obras, mas também material de fibrocimento e amianto, louça sanitária, mobiliário, colchões, bicicletas, televisores e rádios, garrafas de vidro e plástico, peças de automóveis e motorizadas, pneus, eletrodomésticos de grande porte, etc”, avança a mesma nota.

“Julgamos ser importante esta chamada de atenção para que, de uma vez por todas, a população deixe de ter este trabalho de se deslocar, por vezes pela calada da noite, por estes caminhos, durante várias centenas de metros, para despejar este material. É importante relembrar que as Juntas de Freguesia de Pampilhosa e Souselas/Botão, bem como as respetivas Câmaras da Mealhada e de Coimbra, dispõem de mecanismos de recolha destes resíduos, para serem devidamente tratados. São mecanismos legais, ao contrário desta conduta ilegal e tão prejudicial ao meio ambiente e a todos nós”, rematam os promotores da iniciativa.

 

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