Em vésperas de Natal e em plena pandemia, o Grupo de Ação Sócio Caritativo da Paróquia da Mealhada está ciente das necessidades que se avizinham, pelas famílias mais desprotegidas e vulneráveis, mas também por muitas outras que começam agora a aparecer. «Nunca deixamos de ajudar ninguém. Estamos preocupados, mas com vontade de trabalhar e de resolver todos os problemas que nos cheguem», declarou, ao «Bairrada Informação», Cristina Louzada, coordenadora do Grupo de Ação Sócio Caritativo da Mealhada.

Num trabalho envolto em pacatez e discrição, são muitas as pessoas que vão sendo, ao longo dos últimos anos, ajudadas pelo Grupo de Ação Sócio Caritativo da Mealhada. O apoio – social, espiritual e económico – é diverso e pode ir desde a entrega de alimentos e roupas até ao pagamento de algumas despesas, passando ainda, por exemplo, por pequenas reparações em habitações.

«Estamos sempre muito atentos às famílias que apoiamos», afiança Cristina Louzada, garantindo que os alertas de pedido de ajuda vão chegando ao Grupo, constituído por 15 voluntárias, de várias formas: «Ou são as próprias pessoas que procuram, ou os vizinhos que nos alertam ou até algumas pessoas ligadas à Igreja que, sabendo do nosso trabalho,  nos vão informando de algumas situações». «Neste momento, estamos apoiar mensalmente cerca de meia centena de famílias», diz.

Um apoio que também só é possível pela solidariedade e prontidão de donativos de muitas empresas, da realização de «vendas de Natal e da Páscoa» e de recitais para angariação de fundos. «Dá trabalho, mas é muito gratificante», confessa a coordenadora.

Trabalho esse que é feito em consonância com o Conselho Económico da Paróquia da Mealhada. «É expectável que se avizinhe um ano complicado, com impacto direto nas receitas, mas não podemos deixar de transmitir que a nossa prioridade será sempre as pessoas, quer no apoio espiritual, quer no humano e económico», explica Carla Baptista, tesoureira do órgão, garantindo que de «tudo faremos para cumprir esse desígnio, nem que para isso tenhamos que abdicar de obras de “cimento e tijolo” que, embora necessárias, não fazem parte do eixo principal da nossa missão». «A prioridade é sempre a de se ajudar as pessoas, as mais desfavorecidas…», enfatiza ainda Cristina Louzada.

Um trabalho que já se expande também pelos mais novos, onde um grupo de crianças começa a colaborar e a organizar-se para dar uma ajuda a este nível. «Algumas têm vindo com os pais ajudar na realização dos cabazes bimensais que distribuímos», remata a coordenadora do Grupo de Acção Sócio Caritativo da Mealhada.

 

Mónica Sofia Lopes