“A necessidade de ter um colaborador em alguns horários fulcrais, assim como repensar o espaço introduzindo-lhe novas ideias” são os próximos passos que Luís Moutinho, da Docealhada, pretende para o Docedrive, um espaço situado no antigo posto de turismo, junto ao Itinerário Complementar 2, no acesso ao Parque da Cidade da Mealhada. O balanço foi feito na reunião pública da Câmara da Mealhada, que se realizou na manhã de ontem, numa altura em que o serviço está aberto há nove meses, numa infraestrutura propriedade camarária cuja durabilidade do contrato é até maio de 2020.

“Sempre achei aquele espaço espetacular! Comecei por marcar ali presença aos fins de semana, mas não senti aquele ‘input’ que achei que ia ter, certamente porque não estou a fazer tudo da melhor forma”, começou por explicar o empresário, afirmando que “em dezembro não conseguiu abrir o espaço” por ter tido muito trabalho (na confeção dos bolos), assim como em janeiro, por ter tirado “uns dias de férias”.

Apesar de sentir que “quando está dentro do edifício as pessoas não o vêem, porque o impacto visual não é apelativa”, Luís Moutinho garante que “a experiência é boa”: “À custa disto tenho contactado com pessoas de todo o país que param, não por causa dos bolos, mas para perguntarem onde se come o melhor leitão ou como se chega ao Bussaco”.

Em respostas às questões que o executivo camarário foi colocando, o sócio-gerente da Docealhada explicou que “as alturas de maior afluência são as de final do dia e aos fins de semana” e que isso faz com que haja a necessidade “de ter lá uma pessoa permanente”, um fator que fará aumentar os custos da empresa que dirige. “Se o meu negócio fosse de tripas, se calhar até haveria ali um problema de congestionamento de trânsito”, disse ainda, considerando que “sandes de leitão também funcionariam muito bem”.

“Antes do término do contrato, quero apresentar uma proposta com algumas ideias que tenho para lá e arranjar uma pessoa pelo menos nos horários que considero mais importantes”, concluiu ainda Luís Moutinho.

Na mesma reunião, Sónia Branquinho, da coligação “Juntos pelo Concelho da Mealhada”, questionou o estado do Pavilhão Municipal da Mealhada, “onde há queixas que não são de agora”. “Sabemos que a rubrica está prevista no orçamento municipal, mas gostaríamos de saber se já identificaram os problemas e que medidas se pode ter para salvaguardar o local”, referiu, enfatizando “o estado dos pisos de acesso aos Pavilhões”.

“Relativamente a anos mais próximos, o Pavilhão está melhor do que nunca”, respondeu Rui Marqueiro, presidente da Câmara da Mealhada, acrescentando que, recentemente, foi colocada uma cobertura nova. “Temos consciência do bom trabalho que lá fazem, mas é preciso relembrar que o Hóquei Clube da Mealhada recebe mil euros por mês para manutenção do espaço”, rematou o autarca.

 

Texto de Mónica Sofia Lopes

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