Um despiste, na manhã de ontem, 24 de setembro, fez uma vítima grave, com múltiplas fraturas, na localidade do Pego, freguesia da Vacariça, no concelho da Mealhada. O homem, de cinquenta e cinco anos, ficou preso entre o portão de casa, que estava a abrir naquele momento, e o veículo que lhe embateu, depois de entrar despiste numa estrada que liga as vilas da Pampilhosa e do Luso.

O acidente ocorreu cerca das 9h 30m, mas à hora do almoço ainda a população se encontrava no local, em “choque” com o que tinha acabado de acontecer a Fernando Duarte, um homem com algumas limitações depois de um acidente rodoviário que sofreu na infância e recuperava de uma queda que deu no local de trabalho, há cerca de um ano, que o levou à sala de operações ao fim de oito meses.

A recuperar, e com o auxílio de muletas, na manhã de ontem, Fernando Duarte estacionou o seu veículo junto da habitação e preparava-se para abrir o portão, quando foi atingido por um automóvel ligeiro, que entrou em despiste na estrada da Rua Casinha da Eira, na entrada norte da localidade do Pego, proveniente da vila do Luso.

“O meu marido ficou preso entre o gradeamento do portão e o carro que lhe embateu”, lamentou a esposa da vítima grave, que esteve sempre consciente e foi transportada para a Ortopedia do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra. “Estão, neste momento, a estabilizá-lo para ser levado para o bloco operatório”, disse-nos a esposa, três horas após o acidente, que deixou a vítima politraumatizada.

E em “estado de choque”, segundo Nuno João, comandante dos Bombeiros da Mealhada, ficou também o condutor do veículo ligeiro, um jovem “na casa dos trinta anos”, residente na zona do Luso.

Mas a esposa de Fernando Duarte não se conforma com a velocidade a que os veículos ali passam. “Já perdi a conta aos carros que embateram no meu muro. Ainda há dois anos um veículo entrou por aqui a dentro e só parou numa árvore”, lamentou, acrescentando que o marido “já pediu lombas tanto na Junta como na Câmara”.

Ao nosso jornal, Ricardo Ferreira, presidente da Junta da Vacariça, confirma que já “fez o pedido à Autarquia para a colocação de, pelo menos, duas lombas, uma à entrada e outra à saída da localidade do Pego”, consciente de que “não resolve o problema da velocidade”, mas que “obriga os condutores a abrandarem”. E Rui Marqueiro, presidente da Câmara da Mealhada, enfatiza que “o grande problema” é o facto de “os automobilistas não respeitarem a sinalização, nem o código da estrada, que os obriga a conduzir naquela estrada a 50km/hora”.

No local do acidente estiveram oito bombeiros, com duas viaturas, da corporação da Mealhada; militares do Posto da Mealhada da Guarda Nacional Republicana; e uma Viatura Médica de Emergência e Reanimação (VMER).

 

Mónica Sofia Lopes