Na senda do anterior mandato, Rui Marqueiro, presidente da Câmara da Mealhada, continua a aposta no turismo, nomeadamente, com a presença do Município em feiras nacionais. O autarca não esconde que uma das intervenções “mais valiosas” do Município é a aposta no binómio Luso – Bussaco, garantindo que para breve será aberto ao público o Convento de Santa Cruz, encerrado há cerca de um ano.

“O Bussaco tem um manancial de património, biodiversidade e espécies zoológicas e, por isso, devemos ter-lhe um cuidado especial”, começou por referir o autarca, salientando que a referida Mata Nacional, candidata a Património Mundial da UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura), recebe cerca de duzentos e setenta mil visitantes por ano (em 2018, os números sofreram uma quebra devido à passagem da tempestade Leslie, que encerrou a Mata cerca de dois meses).

“Consideramos imprescindível apostar no binómio Luso – Bussaco, que tem importância não só concelhia, mas também regional”, enfatiza o edil, explicando que a vila lusense “tem a hotelaria, os palacetes, a fonte, as Termas e o Grande Hotel de Luso”. “Ali há tudo para se usufruir de paz e sossego, culminando no Bussaco, onde se pode ficar alojado no Palace ou apenas dar um passeio por todos aqueles caminhos, via-sacra, vale dos Fetos e dos Abetos, …”, enumerou ainda.

Praticamente concluída está a obra do Convento de Santa Cruz, que, no passado dia 24 de maio, foi visitada por Ana Abrunhosa, presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro. Um encontro que Rui Marqueiro enaltece porque “nos pode vir abrir novas perspectivas de financiamento para as ermidas, edifícios degradados e fontes”. “Há ainda muitas coisas que gostaria de ver feitas no Bussaco”, diz.

Sobre o Convento, o edil garante que “está muito bonito” e que a sua abertura acontecerá em breve. “Ficará a faltar restauro na Capela e em outros pontos do Convento, mas a avaliação que nos foi feita ronda os quinhentos mil euros”, continua, garantindo que as “esculturas religiosas” encontradas durante a obra “estão guardadas”, não se podendo mexer por ordem da Direção Regional da Cultura. “Se a Câmara avançar com o restauro, avançará também com uma exposição museográfica, mas isso é uma discussão que teremos que ter no futuro”, acrescenta.

O autarca afiança ainda que está em curso a apreciação de duas candidaturas para reedificação das Garagens do Palace e do Chalet de Santa Teresa: “Sem apoio teremos dificuldades em fazer tudo, sozinhos, só com o orçamento municipal”.

Para Rui Marqueiro a aposta no Bussaco, aliada a uma dinamização desportiva levada a cabo pela autarquia, pode ter tido influência no aumento das taxas de dormidas e refeições vendidas pelos agentes turísticos do concelho. “Idealizámos uma terapêutica, que nos parece estar a dar certo!”, remata.

 

Texto de Mónica Sofia Lopes

Fotografia com Direitos Reservados