As Termas de Luso (desde 2017 totalmente propriedade da Sociedade da Água de Luso) estão sob gestão do Grande Hotel do Luso. E, se em tempos, o espaço sofreu um interregno na sua procura, hoje, apesar do decréscimo que se sente no termalismo clássico, há um aumento em relação ao de bem-estar e beleza.

As Termas de Luso foram sempre reconhecidas e a causa por centenas de pessoas, durante muitos anos, se deslocarem à vila do Luso, uma afluência que se foi perdendo muito pela retirada do apoio do Estado aos aquistas. Em 2010, e com a Malo Clinic na gestão, as Termas sofreram uma grande remodelação, e mesmo não deixando o termalismo clássico, colocaram o enfoque no termalismo de bem estar com a criação de um spa, “o único no país com água cem por cento termal”, garante Bernardo Moreno, responsável pelo espaço desde 2017, num ano em que houve necessidade de reerguer novamente os serviços.

O trabalho é longo, mas Bernardo Moreno explica que o objetivo primordial “é o de se criar oferta complementar há existente pelas unidades hoteleiras da vila do Luso”. Designam-se de “short breaks” e pretendem “captar a faixa etária mais jovem, que vem conhecer a região e que pode usufruir de pequenos momentos”.

O atual gestor das Termas do Luso está ciente de “o mundo mudou” e o termalismo clássico também. “Quem fazia Termas com regularidade eram os nossos avós. Quem vinha para o Luso, vinha durante quinze dias para fazer Termas”, explica Bernardo Moreno, consciente de que hoje o turismo “leva as pessoas de um lado para o outro com muita facilidade”. E que, por isso, houve necessidade “de redesenhar a oferta”.

E a “novidade” parece estar agradar turistas, visitantes e até residentes, com os números a falarem por si: se em 2017 o Termalismo Clássico obteve mais de oitocentos aquistas, um número drasticamente reduzido para 436 em 2018; a verdade é que a vertente de bem estar (spa) atingiu, no ano transacto, 4.500 utilizadores, mais mil do que em 2017. Grande parte da procura é proveniente de portugueses, com os números de estrangeiros a atingirem os dois por cento no termalismo clássico e quinze por cento no bem-estar.

Bernardo Moreno considera que os números do termalismo clássico voltarão a subir, quando a comparticipação do Serviço Nacional de Saúde voltar a estar no terreno, cuja data apontada para o reinício é já na próxima segunda-feira, dia 1 de abril. “O Estado comparticipará até trinta e cinco por cento, com um limite de noventa e cinco euros por utilizador”, explicou-nos Bernardo Moreno,  relembrando que as Termas do Luso são indicadas para “doenças renais, problemas metabólicos, hipertensão arterial, doenças respiratórias e dérmicas (como psoríase)”.

As Termas dão ainda a possibilidade de aquisição do cartão “Luso com Vida” que disponibiliza descontos aos moradores da freguesia do Luso e de todo o concelho da Mealhada.

O espaço conta também com um centro de Medicina Física e de Reabilitação que “estamos a expandir em serviços e em divulgação”. “Temos aulas de hidroterapia, na Piscina Termal, duas vezes por semana, por um custo mensal de quarenta euros e cuja a procura está a ser muito grande”, enfatiza Bernardo Moreno, acrescentando terem também disponível consultas de Nutrição e estarem a ponderar nas áreas da “dermatologia e osteopatia”. “Estamos também a renovar os nossos equipamentos para tratamentos respiratórios”, afiança.

As Termas de Luso têm ainda disponível um novo produto: um sabonete de água termal, cujo seu custo não chega aos cinco euros…

 

Texto de Mónica Sofia Lopes

Fotografias de José Moura