O mote do certame é o espumante, mas no local encontram-se expositores com oferta diversificada, que vão desde a doçaria ao artesanato, passando pela indústria e o comércio, até aos produtos gastronómicos. O cartaz “enche o olho” e depois de Rui Veloso e Calema, amanhã, segunda-feira, dia 25 de junho, sobe ao palco do “Anadia Capital do Espumante – Feira da Vinha e do Vinho” Tiago Bettencourt.

“‘Anadia Capital do Espumante’ parece-me um nome muito bem conseguido”, começou por dizer, ao final da tarde de 22 de junho, na inauguração oficial do certame, José Paulo, da Direção Regional de Agricultura do Centro, relembrando que “a Estação Vitivinícola da Bairrada existe porque existe uma região”.

E garantindo que “o setor vitivinícola se renovou”, José Paulo defendeu, contudo, a necessidade “de se criar escala e valor”. “Os dias de hoje exigem argúcia para se sobreviver no mercado”, acrescentou, elogiando o certame, que disse “ser um bom exemplo do trabalho feito na Bairrada”.

Pedro Machado, presidente do Turismo Centro de Portugal, também se regozijou com o evento, afirmando ser também ele um exemplo “da abordagem dos novos produtos turísticos, como é o exemplo o vinho, neste caso, espumante”.

“Estamos envolvidos no vosso trabalho, em parceria com a Comissão Vitivinícola e a Rota da Bairrada, e é, por isso, que recentemente estivemos no ‘Wine Summit’, onde estiveram cinco centenas de especialistas desta área”, disse Pedro Machado, relembrando também “a candidatura de Anadia a Cidade Europeia do Desporto”.

Para além disso, garantiu o presidente do Turismo Centro de Portugal, “ainda hoje estive numa reunião com vários deputados e a comissão de coordenação do próximo quadro comunitário, onde está a ser negociado um forte apoio para a floresta, mas também para a agricultura, onde se encontra a fileira do vinho”.

O  discurso final, antes do mítico brinde de espumante, coube a Teresa Cardoso, presidente da Câmara de Anadia. “Temos pela frente dez dias de festa, trabalho e confraternização, num evento que procura ir aos encontro das expectativas dos nossos expositores, mas também dos visitantes”, começou por dizer a edil, afirmando que “se o público é importante, também o são as Juntas, associações e o tecido empresarial”.

Em jeito de balanço dos próximos dias, a autarca enalteceu “o cartaz vasto e diversificado”; o papel ambiental que o certame este ano vai ter, que em prol de uma parceria com a ERSUC – – Estação de Tratamento de Resíduos Sólidos e Urbanos, os resíduos recolhidos serão convertidos em dinheiro, que será doado à Associação Humanitária dos Bombeiros de Anadia; bem como a importância da presença da Guarda Nacional Republicana de Anadia, que estará em atuação “na fiscalização e vigilância, mas também na sensibilização”.

Depois de Rui Veloso e Calema, hoje o palco será das Marchas Populares. Na próxima semana são cabeças de cartaz: Tiago Bettencourt (25), Meninos da Sacristia (26), Virgul (27), Carminho (28), Richie Campbell e disc-jockey Isabel Figueira (29) e Ana Carolina (30). O preço dos bilhetes diários é de dois euros, com excepção para o dia das Marchas e 1 de julho, em que a entrada é gratuita, bem como o concerto de Ana Carolina cujo o custo é de três euros.

 

Mónica Sofia Lopes