No início da semana noticiamos um pedido de apoio da secção de Ballet do Hóquei Clube da Mealhada, que foi analisado, pelo executivo, na passada reunião da Câmara da Mealhada. No documento, as responsáveis pela modalidade davam conta dos encargos financeiros levados a cabo pelo novo espaço, arrendado e localizado no centro da cidade da Mealhada, no qual necessitaram de fazer obras.

Na ocasião, Rui Marqueiro, presidente da autarquia, sugeriu que fosse feita uma reunião com o executivo, direção e seccionistas da modalidade, uma vez que defendeu que “uma sala no Pavilhão de Ventosa do Bairro seria o ideal para a modalidade”.

“Quando fazemos investimentos em instalações desportivas é a pensar em todas estas situações. Nunca neguei apoios a ninguém, mas custa-me ver aquela sala sem utilização e o Ballet a perder uma excelente hipótese”, disse o autarca.

Uma ideia corroborada por Nuno Canilho, vereador na Câmara, explicando que o espaço escolhido para o Ballet “tem como única luz natural a da entrada”, referindo ainda ser um sítio sem casa de banho. “Estamos a falar de mais de sete mil euros só em obras estruturais”, acrescentou*.

Agora, Filipa Varela, da equipa de coordenação da secção de Ballet, em representação da “direcção do HCM e as responsáveis pela secção, enviou um comunicado de imprensa, onde esclarece que “a Câmara da Mealhada está ao corrente da situação desde o primeiro momento e não foram raras as vezes que procurámos juntos dos diversos responsáveis pelo município apoio para resolver problema”.

No entanto, dizem nunca ter sido “possível encontrar um espaço com condições para a prática da modalidade: amplo, sem pilares e medidas a rondar os 10×10”. “A procura de um espaço amplo, central e com possibilidades de adaptação a sala de dança, para além das evidentes restrições financeiras, fizeram da nossa busca por um novo espaço um processo lento e penoso que finalmente obteve resultados em janeiro de 2018”, lê-se no mesmo comunicado.

“A 23 de janeiro reunimos com o Sr. Vereador com o pelouro da cultura – Dr. Nuno Canilho – e colocámo-lo ao corrente do projeto: o HCM iria arrendar um espaço no centro da cidade e dar de imediato início às alterações necessárias, de forma a permitir a transição das aulas para a nova sala com a maior brevidade possível. Da parte da vereação encontrámos recetividade ao projeto e a indicação de que um eventual pedido de apoio seria certamente apreciado em reunião de câmara e encontraria acolhimento, uma vez que essa é a postura assumida pelo município no apoio às associações culturais e desportivas”, continua o documento, que acrescenta: “O processo de conversão do espaço começou de imediato a ser concretizado, com o HCM a suportar inicialmente todo o esforço financeiro e a dedicação de alguns voluntários, pais de alunos do Ballet HCM e elementos da direção do Clube e, apesar de ainda não terminado, em maio de 2018 conseguimos finalmente transferir os nossos mais de cem alunos para uma sala com as condições necessárias identificadas. O novo espaço dispõe de receção/sala de acolhimento, vestiário, sala de dança, escritório, arrecadação e, contrariamente ao que foi veiculado nos jornais, temos até casa de banho!”.

 

Mónica Sofia Lopes

 

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