O executivo da Câmara Municipal da Mealhada analisou, ontem, dia 4 de junho, um pedido de apoio “para requalificação das instalações da Academia de Ballet do Hóquei Clube da Mealhada”. O assunto, tudo indica que será “estudado” entre o executivo, seccionistas e direção do clube, uma vez que Rui Marqueiro, presidente da autarquia, considera que o ideal seria a modalidade ir “para uma sala, muito grande, disponível no Pavilhão de Ventosa do Bairro”.

“Recebi os signatários deste pedido antes do documento ser formalizado e, de facto, a sugestão dada (por Rui Marqueiro) será a melhor. Tenho ideia de que, quando cá estiveram, sabiam que o novo espaço precisava de obras, mas desconheciam o seu volume”, referiu Nuno Canilho, vereador na autarquia,  enfatizando ser “um espaço onde a única luz natural é a da entrada e que nem casa de banho tem”. “Estamos a falar de mais de sete mil euros só em obras estruturais”, acrescentou.

Rui Marqueiro lamentou que o Pavilhão de Ventosa do Bairro “tenha uma sala tão boa, debaixo da bancada, sem nenhum tipo de utilização”. “Quando fazemos investimentos em instalações desportivas é a pensar em todas estas situações. Nunca neguei apoios a ninguém, mas custa-me ver aquela sala sem utilização e o Ballet a perder uma excelente hipótese”, defendeu.

Nuno Canilho acrescentou ainda que “a patinagem artística foi para Ventosa do Bairro e cresceu exponencialmente”, defendendo, assim, “que nem sempre é necessário se estar no centro da cidade”.

Contactada pelo «Bairrada Informação», uma das signatárias do pedido de apoio à autarquia explica que a modalidade “sempre esteve no Pavilhão do HCM, numa sala com pilares, teto baixo e onde chove” e que, há dois, três anos, procuravam “uma sala nova”. “É difícil porque não há salas de 10 x 10, sem pilares no meio”, referiu, acrescentando que, este ano, encontraram “um espaço, próximo do ideal”, no centro da cidade da Mealhada, arrendado, onde fizeram obras para as quais pedem agora apoio.

Já acerca da sala disponível no Pavilhão de Ventosa do Bairro, a mãe de uma das atletas refere que “o espaço tem pilares de sustentação da bancada” e que “o teto é em declive”.

 

Mónica Sofia Lopes