Acordamos vazios, leve e as vezes de cara cheia, com sinais de baba nas nossas bochechas. Tratamos da nossa higiene pessoal. Com alguma coisa na barriga e o nosso cérebro começa a processar as nossas tarefas diárias, que por fim começamos a ficar pesados aos poucos.

34035999_1098150676989462_4241201791582076928_nContudo, em poucas horas passamos de leve para pesado. Chega a uma dada altura, procuramos descansar o cérebro de tanto processar ao longo do dia. Num sono profundo, mesmo assim ouvimos o telemóvel a tocar e não resistimos, porque é dos nossos melhores amigos, sempre que toca estamos dispostos a atender.

Levantamos da cama tristes, porque do outro lado do telemóvel recebemos uma informação que nos pede para ir cumprir uma missão. Essa missão que durará duas horas diurnas e seis noturnas. Seguimos. E encontramos toda a gente feliz e a divertir à grande. Para não entristecermos entramos na mesma linha de felicidade, mas no fundo esse não era o nosso propósito.

Com um pôr-do-sol a brilhar como se nunca desaparecesse e um vento suave a bater num corpo frágil coberto de roupa leve. Resistimos. Tantas garrafas de vinho a esvaziar, principalmente vinho branco. Aqueles clientes bebem muito vinho branco, alguns ficaram a beber só tinto. 

Quando acabou o jantar, os turistas seguiram para discoteca na praia e reforçaram com mais bebidas alcoólicas, desde Gins, Vodkas, Shots e entre outras bebidas que exaltava ânimo dos convidados do casamento. A noiva e o noivo bem vestidos e o resto dos convidados também.

Os noivos decidiram partilhar a derme um do outro para toda a vida e escolheram um sítio magnífico, num jardim espantoso com vista ao mar inacabável. Todavia, quando se coloca no lugar do outro, conseguimos ver para além daquilo que olhamos, encontramos pessoas fascinantes que procuram saber de onde vimos. Procuramos satisfazer os seus desejos sem incomodá-los. Acima de tudo passamos a noite com a lua a olhar claramente para nós sem desvio.

Dessas e outras coisas que vale sempre a pena colocarmo-nos no lugar do outro e fazer-lhe o favor que nos pede, para que no fim possamos receber uma recompensa divina.

 

Artigo de Mamadu Alimo Djaló

Estudante de sociologia na universidade do Algarve

Antigo aluno de Técnico de Restauração, Cozinha e Pastelaria na EPVL