António Breda Carvalho, Augusto Mamede, João Breda, José Carlos Pereira, Mário Silva Carvalho, Centro Cultural Recreativo Lameirense e o Centro Recreativo de Antes receberam hoje, dia 10 de Maio, a Medalha de Mérito do Município da Mealhada. Uma distinção, em pleno feriado municipal, que pretende condecorar “pessoas e associações do Município com relevantes serviços prestados ao bem-comum da comunidade local e nacional”.

A cerimónia, que se realizou de manhã, em frente à Câmara Municipal da Mealhada, teve início com um desfile etnográfico com todos os grupos folclóricos do concelho. Um espectáculo que culminou com uma recriação do ambiente da Romaria da Ascensão pelo Grupo Etnográfico de Defesa do Património e Ambiente da Pampilhosa (GEDEPA).

Os grupos protagonizaram também um momento musical com a tocata do GEDEPA e do Rancho Folclórico São João de Casal Comba.

Seguiu-se a cerimónia protocolar, no salão nobre da autarquia, que prestou, assim, homenagem a cinco personalidades naturais do concelho, bem como a duas associações.

 

MEDALHAS DE MÉRITO

António Breda Carvalho

2Natural da Mealhada, António Breda Carvalho é autor de uma vasta obra literária,  percurso que iniciou em 1990, onde se enumeram contos, antologias literárias, estudos regionais e romances, vários deles no circuito editorial nacional. Nascido em 1960, o escritor é também professor de Português do 3.º Ciclo.

Foi com “O Fotógrafo da Madeira” que Breda Carvalho ganhou notoriedade, arrecadando vários prémios. A partir de 2012 escreveu uma obra por ano, destacando-se como principais “O Crime de Serrazes” e “Morrer na outra margem”.

De 1989 a 2015 ganhou vinte prémios literários, nomeadamente na Bairrada, Figueira da Foz e Madeira.

Há menos de uma semana foi homenageado com a distinção anual do Lions Clube de Mealhada, que lhe atribuiu o galardão de “Personalidade em 2017”.

 

Augusto Mamede

DSC05278Natural de Casal Comba, tem, paralelamente a uma intensa vida cívica e associativa, dedicado parte do tempo à recolha etnográfica e à divulgação e preservação da cultura popular local e regional. No Rancho Folclórico de São João, em Casal Comba, desde 1960, enquanto músico, a partir de 1975, até aos dias de hoje, preside à sua direção, sendo agora, como diz, “um faz tudo”.

Foi, aliás, o mentor da criação do museu agrícola, doméstico e de trajes, existente na freguesia; bem como da reaização do evento anual “Tasquinhas de Casal Comba”; e ainda dos Festivais das Sopas, que se realizam, duas vezes por ano. Para além disso, já levou o rancho que preside a actuar um pouco por todo o continente, bem como à Madeira, Espanha e França.

Augusto Mamede tem setenta e cinco anos e é natural da Vimieira, mas reside em Casal Comba desde que casou. Em 2017 lançou a obra “Cancioneiro musicado e alfaias agrícolas. Entre as serras e o mar. Tesouro que vos deixo”, um manuscrito com trezentas páginas.

Para outubro de 2018 prepara o lançamento de outro livro, onde fará uma parte autobiográfica e outra com alusão a figuras importantes de diversas épocas, de todo o concelho e região. “Agora vou escrever um livro, por ano, até morrer!”, confessou ao nosso jornal.

 

 

João Breda

4Doutorado em Ciências da Alimentação e do Consumo, conhecido e reconhecido como um nutricionista de renome internacional, é natural da Mealhada e tem responsabilidades como perito na Organização Mundial de Saúde (OMS).

João Breda, nascido em 1967, depois de frequentar instituições de ensino na Bairrada, nomeadamente em Anadia e Mealhada, rumou ao norte, onde, em 1991, concluiu a sua licenciatura em Ciências da Nutrição na Faculdade de Ciências da Nutrição e Alimentação da Universidade do Porto (FCNAUP). Com Mestrado em Saúde Comunitária pela Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Nova de Lisboa, concluído em 1996, foi novamente na Faculdade do Porto que finalizou o seu Doutoramento.

Até 2017 foi coordenador da Plataforma Nacional Contra a Obesidade, um programa da Direção-Geral da Saúde, saindo para iniciar funções na Organização Mundial de Saúde, como Diretor Técnico na Unidade de Doenças Não transmissíveis e Ambiente da Divisão de Programas de Saúde.

 

José Carlos Seabra Pereira

5 (1)Natural do Luso, é Doutor pelas Universidades de Poitiers e de Coimbra, professor na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra (FLUC) e na Universidade Católica Portuguesa. Investiga e leciona nas áreas de Teoria Literária, Literatura Portuguesa Moderna e de Estudos Camonianos e Pessoanos (cadeira que criou na Universidade de Coimbra).

Tem obra científica publicada sobre Aquilino Ribeiro, António Nobre e Florbela Espanca, bem como a História Crítica da Literatura Portuguesa. Há dois anos José Carlos Seabra Pereira foi distinguido com o Prémio de Ensaio Jacinto Prado Coelho pela obra “Aquilino, a escrita vital”, partilhando a distinção com Fernando Cabral Martins, por “Introdução ao estudo de Fernando Pessoa”.

Com sesenta e oito anos, José Seabra Pereira acumula ainda funções de “coordenador científico do Centro Interuniversitário de Estudos Camonianos e vice-director da Revista Camoniana (luso-brasileira), membro eleito do novo Conselho Científico da FLUC e da Comissão Científica do Departamento de Línguas, Literaturas e Culturas, membro do Conselho Editorial da Babel e vice-presidente do Círculo Literário Agustina Bessa-Luís”.

 

Mário Silva Carvalho

6 (2)Natural da Pampilhosa, Mário Silva Carvalho tem ganho um conjunto assinalável de prémios literários, tendo, ainda, várias obras no circuito editorial comercial.

Licenciado em História, o agora escritor, de sessenta e nove anos, garantiu gostar “de escrever romances históricos, que reportem períodos da história portuguesa, que possam ser alvo de alguma ficção”.

Em janeiro deste ano, apresentou o seu terceiro romance histórico “A Amazona Portuguesa”, da editora “Saída de Emergência”, em Aveiro. Uma obra que foi menção honrosa, em 2017, no Prémio “Ferreira de Castro”, promovido pela Câmara Municipal de Sintra.

Depois de “Diário de um Carbonário” e de “A Tomada de Madrid”, “A Amazona Portuguesa” é uma obra “inspirada na histórica verídica de uma jovem que, disfarçada de rapaz, conquistou honras e regalias no exército português”.

Concluído desde 2016, o livro demorou “um ano a preparar, meio ano a escrever e ainda sofreu um período de pausa”. “Gosto de ter os textos parados uns meses para voltar a reler e ver o que posso, ou não, alterar”, disse, ao «Bairrada Informação», no início deste ano.

 

Centro Cultural e Recreativo Lameirense

7Fundado em Maio de 1993, assinalando as suas Bodas de Prata em 2018, tem promovido um conjunto relevante e de reconhecido mérito de obras na construção de um espaço comunitário extraordinário, e digno de elogio, na Lameira de São Geraldo, freguesia da Vacariça.

Dedica-se a atividades de carácter recreativo e tradicional, tais como torneios de malha, sueca, passeios de bicicleta, já tendo organizado até um Passeio TT, de grande dimensão, com jipes e motos. Anualmente realiza também uma “matança do porco”.

Em 2018 participou na Feira de Gastronomia da Freguesia da Vacariça e teve uma Tasquinha na FESTAME – Feira do Município da Mealhada, em representação da freguesia onde o Centro Cultural e Recreativo Lameirense pertence.

 

Centro Recreativo da Antes

8 (2)Em funcionamento desde 11 de maio de 1937, é o segundo clube desportivo mais antigo do concelho, contando com relevantes serviços, nomeadamente de promoção de novas modalidades como o basquetebol, para além do futebol e de outras atividades de natureza cultural e recreativa.

No passado dia 22 de abril, a equipa principal  do Centro Recreativo de Antes sagrou-se campeã da Série C. da 2.ª Divisão da Associação de Futebol de Aveiro, na época 2017 – 2018, ao vencer por 5 – 0 a equipa de Ribeira da Azenha.

No final de 2017, e dois meses após a assinatura do protocolo entre a Câmara, Associação de Basquetebol de Aveiro e a Federação Portuguesa de Basquetebol, o Centro acolheu a modalidade, com duas equipas femininas, dando assim oportunidade ao Município de ter basquetebol federado no concelho.