Foram muitas as pessoas que estiveram presentes na cerimónia de tomada de posse dos novos órgãos sociais da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Anadia, para o triénio 2018 – 2020. Pedro Carvalho, empossado presidente da direção, relembrou os motivos que o levaram a candidatar-se, afirmando querer “devolver a paz e serenidade à Associação”, e adiantando que pretende deliberar, em reunião de direção, convidar Mário Teixeira, dirigente cessante, para presidente honorário da Associação.

“É sincero e sentido que desejo que o vosso mandato corra pelo melhor possível, porque isso é também benéfico para a Associação”, começou por dizer Emanuel Maia, presidente cessante da mesa da assembleia-geral, garantindo que uma tomada de posse “é uma passagem de testemunho”. “É pegar num legado, que nós também herdámos, e geri-lo da melhor maneira que forem capazes”, disse ainda, confessando, contudo, ser este um legado “que dá muito trabalho”.

Teresa Cardoso, presidente da Câmara de Anadia, começou por elogiar o ato eleitoral, ocorrido há cerca de um mês, onde se deslocaram, para votar, trezentos e sessenta e dois sócios. Uma semana antes, tinha ocorrido a inauguração das obras de remodelação do quartel, um momento marcado pela ausência dos Bombeiros. Ontem isso não aconteceu, tendo o corpo ativo se deslocado em peso à cerimónia. “Manifesto o meu agrado, senhora comandante, por hoje ter conseguido trazer os Bombeiros a esta casa”, disse a edil, garantindo “ter sido uma honra e um privilégio trabalhar com esta direção cessante”.

E dirigindo-se ao novos eleitos, declarou: “A Câmara está cá para vos ouvir e fazer uma caminhada em conjunto pelos Bombeiros”. “A casa (quartel) está construída, agora é preciso dar-lhe vida para que esta Associação possa crescer e engrandecer em prol do bem-estar da Associação”, concluiu.

António Trindade e Silva, empossado presidente da mesa da assembleia-geral, centrou o seu discurso nos bombeiros: “São o nosso capital mais valioso, são o nosso ativo mais importante. Da nossa parte tudo faremos para sensibilizar a direção para todo o trabalho do comando. Queremos vê-los novamente a erguer o estandarte desta Associação bem alto”. “Esperemos não defraudar as expectativas dos associados desta prestigiada Associação”, acrescentou.

O último discurso da cerimónia coube a Pedro Carvalho, que recordou que em criança “sempre quis ser bombeiro”, o que acabou por acontecer em jovem, quando ingressou na corporação de Anadia. Referindo que motivos, pessoais e profissionais, o fizeram sair de Anadia durante vinte anos, garantiu, contudo que “o bichinho nunca morreu” e que quando tomou conhecimento “dos problemas internos da corporação” fez por “criar um projeto para a Associação”. “Chegou a altura de me envolver num trabalho mais altruísta”, acrescentou, afirmando ainda que “os Bombeiros devem ser uma casa de união e não de desordem” e que pretende “devolver a paz e serenidade à Associação”.

E a encerrar o seu discurso, depois dos extensos elogios, nomeadamente, aos bombeiros, sócios, funcionários da Associação, lista adversária nas eleições e o trabalho de anteriores direções, Pedro Carvalho disse que numa futura reunião pretende que seja deliberado convidar Mário Teixeira para presidente honorário da instituição.

 

Mónica Sofia Lopes