O colapso de uma linha de água subterrânea, junto ao Pavilhão do Luso, provocou a abertura de uma cratera de alguns metros de largura e profundidade, que levará a uma “minuciosa” intervenção. Rui Marqueiro, presidente da Câmara da Mealhada, garante “ser uma obra de difícil execução e com custos elevados”.

Depois de mais de vinte e quatro horas de trabalho, que incluíram intervenção no buraco, interdição do espaço e vazamento de alguma água do Lago – para que haja equilíbrio nos solos e não aconteça nenhum tipo de fenómeno -, ao final da tarde de ontem (5 de abril), Arminda Martins, vereadora na autarquia e responsável pelo pelouro da fiscalização e gestão das obras, garantiu, ao «Bairrada Informação», “terem chegado onde queriam para avaliarem o problema”.

“Encontrámos – a dez metros de profundidade – a conduta, o chamado ‘rio velho’, que está a drenar”, referiu, garantindo que hoje, sexta-feira, dia 6, “serão afastadas as terras para se prevenir desmoronamentos”.

“Para o fim-de-semana, e como se avizinham dias de chuva, iremos tapar toda a zona com uma camada de plástico, para que as águas da chuva não vão para os taludes e rebentem com as paredes”, explicou ainda Arminda Martins.

Para a autarca, a grande preocupação é o Pavilhão, um imóvel “robusto”, como caracteriza, com cerca de vinte anos. “Aparentemente o edifício parece estar fora de perigo, mas tal como hoje, teremos cá amanhã os responsáveis pela construção deste empreendimento, que nos ajudarão a avaliar melhor toda a situação”.

Ao nosso jornal, a vereadora disse ainda “não haver previsão do tempo de intervenção até porque as condições climatéricas estão instáveis”, estando, contudo, agendado, para esta sexta-feira, um novo “briefing”.

Numa altura em que estavam previstos estágios e atividades, de diversas modalidades, para o Pavilhão do Luso, apanágio do que acontece durante todo o ano, Rui Marqueiro garante estar tudo acautelado, com os atletas a prosseguirem os seus treinos nos Pavilhões de Ventosa do Bairro e da Pampilhosa.

“O que é preocupante é a difícil execução da obra, bem como os seus custos elevados”, concluiu o edil.

 

Mónica Sofia Lopes