O acesso em volta do Lago do Luso, bem como do Pavilhão Municipal, estão interditos, “por motivos de segurança”, desde a manhã de 4 de abril. O motivo prende-se com a abertura de uma cratera, com dez metros de profundidade e cerca de seis de largura, provocada pelas chuvas intensas que se fizeram sentir na madrugada desta quarta-feira.

O barulho, proveniente do que pareceu ser um “estrondo”, deu o alerta para que um elemento de uma comitiva que estava em treino no Pavilhão fosse ver do que se tratava e tivesse no imediato contactado os serviços da Câmara Municipal da Mealhada.

“Tudo indica que houve um colapso de uma linha de água subterrânea e isso provocou, logo, a abertura de um buraco”, explicou, ao «Bairrada Informação», Arminda Martins, vereadora na autarquia e responsável pelos pelouros da manutenção de edifícios municipais, bem como fiscalização e gestão das obras.

No local, logo pela manhã de 4 de abril, estiveram “vários técnicos” da Câmara e de uma empresa especialista, bem como de um engenheiro municipal, já reformado, fiscal da obra do Pavilhão aquando da sua construção.

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Ontem, pelas 16 horas, em contacto com o nosso jornal, Arminda Martins aguardava “por uma máquina, de uma empresa especializada, que irá fazer inspeção ao local, nomeadamente, na profundidade do buraco”. “Só depois disto será feita uma avaliação, mais precisa, e saber-se-á que intervenção podemos fazer”, explicou.

Mas enquanto a adversidade não fica solucionada, a autarca garante que está “interdito todo o acesso ao lago”. “Está tudo devidamente sinalizado e o local já não representa perigosidade”, acrescentou, garantindo “não ter havido danos no edifício do Pavilhão”.

Também Guilherme Duarte, vice-presidente da autarquia, enfatizou esta ideia, afirmando que tudo foi feito “em salvaguarda da segurança das pessoas”. “O perímetro de segurança é grande e está muito bem sinalizado”, acrescentou.

Durante a tarde e noite de quarta-feira, houve ainda vazamento de alguma água do Lago do Luso por questões também preventivas «que se prendem com o equilíbrio dos solos».

 

Texto de Mónica Sofia Lopes

Fotografia de José Moura