Depois de segunda-feira à noite, o corso do Carnaval Luso Brasileiro da Bairrada voltou a sair à rua na tarde de ontem. Nos dois dias estiveram nos desfiles “cerca de onze mil pessoas”, entre bilhetes vendidos e convidados. O corso noturno, que aconteceu “contra o tempo” e devido ao cancelamento do de domingo, acabou por ser um teste “positivo”, que levará a que no próximo ano volte acontecer.

“Na verdade este desfile já tinha sido pensado. Contudo, e dadas as circunstâncias, acabou por acontecer ‘à pressa’, mas a ter um resultado positivo”, disse, ao «Bairrada Informação», Alexandre Oliveira, presidente da direção da Associação de Carnaval da Bairrada, garantindo que “no próximo ano, e mesmo que não aconteça na noite de segunda-feira, uma das noites será de desfile noturno”.

Batuque, Sócios da Mangueira, Real Imperatriz e Amigos da Tijuca “encheram”, ontem, as ruas da cidade da Mealhada. “Não deixe o samba morrer”, “Criei asas, voei”, “O Princípio do Fim…” e “Hasta La Victoria… siempre – A viagem começa aqui” foram os enredos visualizados pelo público, aos quais se juntaram a Fanfarra de Gondomar, Gaiteiros & Cabeçudos, Equipa Espiral, Artelier e Desafio d’Arte.

E quem assiste “aplaude” o trabalho das escolas de samba e o regresso do Carnaval da Mealhada ao centro da cidade. “Para esta altura do ano, acho maravilhoso a coragem de quem desfila. Gosto de assistir”, disse-nos Esmeralda Lopes, residente no Bussaco há três anos e cujo o sotaque não nos enganou:”«Residi no Brasil grande parte da minha vida”. E, por isso, na hora de escolher, é peremptória: “Gosto muito das escolas de samba e do facto do rei ser brasileiro. Para além disso, gosto que o Carnaval se realize no centro da Mealhada”.

De Murtede, concelho de Cantanhede, encontramos Paulo Marques, um “frequentador” assíduo do Carnaval da Mealhada. “Gosto muito de ver as escolas de samba. Iam todas lindas e é um momento de divertimento que gostamos (com a família) de assistir”, disse-nos, confessando gostar “do regresso à tradição antiga do Carnaval no centro da cidade”. “Tem mais espaço e é mais divertido”, elogiou.

A esta festa juntaram, como não podia deixar de ser, os Reis do evento: o ator brasileiro Victor Hugo e a “disc-jockey” Raquel Loureiro. Entre “selfies” e boa disposição, quase nunca estiveram sentados no trono e preferiram sempre estar pelo meio público.

“Esta edição do Carnaval da Mealhada foi fantástica e correu tudo muito bem. Se não tivesse havido o cancelamento de domingo, acho que esta edição tinha tido um número de entradas extraordinário”, disse o dirigente, elogiando “as escolas de samba e a qualidade do trabalho que apresentam”.

Findo o desfile, a festa terminou só na madrugada desta quarta-feira. Para o final da noite de ontem estava prevista a divulgação dos resultados do Troféu Joham d’Oliveira, um concurso co-organizado pela ACB e as quatro escolas de samba, onde durante o desfile de ontem foram avaliadas em dez quesitos.

 

Reportagem de Mónica Sofia Lopes

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