Com uma carga emocional e um enredo que fará uma analogia à história da escola, sedeada na Póvoa da Mealhada, os Sócios da Mangueira apresentam-se na avenida com o tema “Criei Asas, Voei”. Ao todo serão cento e quarenta e cinco desfilantes, um acréscimo de mais duas dezenas em relação ao ano anterior.

“Vamos começar por aquela altura em que o Homem via um pássaro e não sabia o que aquilo era e como conseguia andar / voar assim. Contaremos as várias fases da aviação até aos dias de hoje”, explicou-nos Inês Machado, carnavalesca dos Sócios da Mangueira, acrescentando que será feira uma “analogia com a história da escola, com todas as suas lutas e ‘batalhas’ travadas”. E esta será também uma forma de prestarem uma homenagem a João de Oliveira, um dos fundadores da escola, falecido em dezembro de 2016.

Tudo começa, garante André Castanheira, presidente da direção, “com a ‘reunião’ das pessoas ‘que sabem fazer Carnaval’”. “Há o lançamento de um tema, onde todos dão ideias, e constrói-se uma equipa que, nos últimos anos, tem sido liderada por Inês Machado, com o apoio de Miguel Oliveira, Pedro Castela e Filomena Beja”, explica.

Uma distribuição “tão bem feita, que faz com que hoje (5 de janeiro) tenhamos praticamente todas as coisas feitas”, elogia o dirigente, não esquecendo que os Sócios da Mangueira “carregam nas costas” o título da escola “mais campeã” do Carnaval da Mealhada.

“Pelo trabalho desenvolvido, as nossas expectativas para este ano estão altíssimas”, afirma Inês Machado, garantindo que “vai haver muitas novidades ao nível de desfile”. “Correndo tudo bem, vai ser uma forma diferente de apresentar o Carnaval. Será irreverente para o tipo de desfiles que costumamos fazer!”, acrescenta.

André Castanheira confessa querer “ganhar sempre!”. “Temos vindo a melhorar o nosso desfile e as nossas fantasias… Só arriscando, podemos evoluir”, afirma ainda o dirigente.

Com mais de vinte atuações por todo o país, de março a setembro de cada ano, alturas em que o Carnaval não está a ser preparado, André Castanheira destaca o trabalho feito pela escola, “durante todos os dias do ano e não apenas na época de Carnaval”. “Isso cativa as pessoas a virem para cá e é esse o legado que queremos também deixar”, explica.

Acerca do Carnaval no centro da Mealhada, André Castanheira garante “ser aposta ganha”. “O concurso veio melhorar o Carnaval e torná-lo ‘menos a brincar’, mas o Carnaval no centro foi lindo!”, elogia.

Inês Machado partilha do mesmo sentimento. “Desfilo há dezoito anos, nem todos na Mealhada, e o de 2017 foi, sem dúvida, o Carnaval mais bonito e emocionante”, confessa a carnavalesca, explicando que “há uma reacção instantânea das pessoas”.

Por tudo isto, e na hora de fazerem um apelo, André e Inês garantem que “não há como hesitar”. “O Carnaval é na Mealhada, com leitão e quatro boas escolas de samba a desfilar”, referem.

 

Mónica Sofia Lopes