Centrados na história da mitologia grega, o Grupo Recreativo Escola de Samba Real Imperatriz, de Casal Comba, apresenta o tema “O princípio do fim”. Cláudia Morais e Patrícia Ceia, representante da direção e carnavalesca da escola, respetivamente, desvendaram, ao «Bairrada informação», um pouco do que se vai poder ver na “avenida”, onde estarão cento e vinte desfilantes distribuídos por oito alas.

“Começamos com o surgimento dos primeiros deuses, acompanhando a evolução. Mestre-sala e porta-bandeira serão, por exemplo, os principais opositores da ditadura do Deus Rei. Já a rainha da bateria e os músicos da bateria serão os principais guerreiros na luta entre o Deus Rei e Zeus, que será depois o Deus máximo do Monte do Olimpo”, explicou-nos a carnavalesca, que continuou: “O carro alegórico (que culmina a apresentação da escola) será a representação do Monte do Olimpo, onde estarão Zeus, a esposa Hera e alguns deuses”.

Estreante “nestas andanças carnavalescas”, Patrícia Ceia confessa que “tudo é uma questão de organização” e que “a parte essencial do Carnaval são os pormenores minuciosos dos fatos, que requerem muito brilho e penas”, algo que diz, entre risos, “não estava habituada”.

Para além disso, garante, “tudo aqui requer muito tempo”. “Habituei-me a vir para aqui no fim de cada dia de trabalho e os fins de semana são todos na escola”, refere.

Cláudia Morais garante que “a escola está a crescer e tem elementos novos”. “Apesar de termos o tempo contado até ao domingo de Carnaval, estamos muito contentes com o trabalho desenvolvido pela Patrícia e toda a sua dedicação”, diz a dirigente.

Sobre o concurso, onde um painel de jurados avalia a prestação das quatro escolas do Carnaval Luso Brasileiro da Bairrada, Cláudia Morais que melhorar a pontuação obtida no ano passado, em que a escola ficou em quarto lugar. “Estamos a trabalhar para melhorar as falhas que detectámos depois dos desfiles. Esperamos que haja justiça sempre!”, referiu.

Carnaval no centro da Mealhada? Para a representante do GRES Real Imperatriz “é emocionante”. “Principalmente na Rua dos Correios, em que a sonoridade é outra coisa e sentimos o chão a vibrar”, elogia, acrescentando que “as pessoas estão mais aconchegadas” e que se sente “‘casa cheia’ mais facilmente”. “O único senão é a Rua da Estação por causa dos paralelos”, lamenta.

Nada que impeça, a também desfilante, de apelar à visitação do Carnaval da Mealhada. “Há uma grande evolução neste Carnaval. O concurso e as regras são importantes e tornam tudo mais exigente. Quem vier cá, vem ver espetáculo!”, garante.

 

Mónica Sofia Lopes