A Água de Luso escolheu a Mata do Bussaco para apresentar e filmar a nova campanha da sua água natural mineral centenária, numa atitude que Nuno Pinto Magalhães, presidente da Fundação Luso, considera de enaltecimento para com “o ecossistema que faz com que esta água seja o que é”. “Não passaria pela cabeça de ninguém que a campanha não fosse neste local”, enfatizou, na manhã de 31 de janeiro, numa cerimónia de apresentação da “nova estratégia de marketing”, onde elencou o impacto que a instituição que preside tem na sociedade. O evento contou com moderação do jornalista José Manuel Portugal.

“Água de Luso, do nosso Património Natural” é o mote da nova campanha que pode ser vista, desde ontem, nos canais televisivos e servirá de “cartaz” ao longo de todo o ano de 2018. No “filme”, tornado público, na sede da Fundação Bussaco, é explicada a origem da água de Luso, “desde a queda das chuvas”, passando pela sua filtração, que “leva em média mil anos e acontece a centenas de metros de profundidade”.

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Uma “água protegida e preservada na Serra, intocada, até ser engarrafada”, que, segundo Nuno Pinto Magalhães, “a torna nobre e com características influenciadas por toda a envolvência da Serra do Bussaco”, como a florestação, o clima, subsolo e rochas.

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Para além disso, o rótulo da marca “volta às origens” e torna-se “mais amigo do ambiente”, afirma Maria Oliveira, responsável de Marketing de Águas e Refrigerantes Sociedade Central de Cervejas, que garante “ter sido feito um investimento, significativamente, maior que todos os outros”. “Houve a deslocação de toda uma equipa de produção para esta campanha, que tornou tudo, logo à partida, muito mais dispendioso”, continuou.

A água, considerada “nobre” e de “qualidade superior”, continua a ser “naturalmente filtrada e leve, sem adição de quaisquer elementos químicos de tratamento e extraída sem recurso a bombas”. Características que Elsa Feliciano, nutricionista e membro do conselho geral da Ordem dos Nutricionistas, garante terem “benefícios para a pele”, serem indicadas “para patologias do foro cardiovascular e renal” e ainda “muito indicada para crianças e idosos”.

“Fundação Luso tem grande impacto na comunidade”, diz Nuno Pinto Magalhães

Criada em 2009, a Fundação Luso, e segundo o seu presidente, “tem tido um grande impacto na comunidade”. Sustentada, exclusivamente, por um donativo anual da S.A.L., a entidade é “detentora do Casino do Luso”, um espaço “onde foram investidos cerca de trezentos mil euros e mais cem mil com a abertura do Café do Casino”. “Temos promovido exposições, de entrada gratuita, que atingem visitas na ordem das quarenta mil pessoas”, acrescentou, relembrando o “Prémio de Empreendedorismo”, que apoia novos projetos.

Para além disso, Nuno Pinto Magalhães enalteceu o investimento “de três milhões de euros nas Termas de Luso” e fez um balanço positivo da parceria com a Fundação Bissaya Barreto. “Os meses de maio a dezembro, em 2017, foram mais simpáticos face ao mesmo período em anos anteriores”, disse.

“Nada mais será igual com classificação do Bussaco a Património Mundial da UNESCO”

António Gravato, presidente da Fundação Bussaco, disse “sentirem-se os guardiões do ecossistema da água de Luso”, o que provoca “uma grande responsabilidade”. “É preciso investimento e o único mecenas que temos é a Câmara da Mealhada, onde temos a sorte de ter um autarca sensibilizado para as questões ambientais e patrimoniais”, acrescentou, garantindo estar a ser feito “muito trabalho na perspectiva de recuperar este património”.

“Durante setenta e cinco anos fomos somente classificados de Imóvel de Interesse Público, mas desde dezembro passado, somos Monumento Nacional, estando a caminhar para ser Património Mundial da UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura). A partir dai nada mais será igual….”, concluiu.

 

Reportagem de Mónica Sofia Lopes

Fotografias de José Moura