Joaquim Gaspar, residente em Arcos, no concelho de Anadia, deslocou-se à última reunião pública da Câmara Municipal, para fazer um alerta “à falta de acessibilidades que as pessoas com mobilidade reduzida sentem quando se deslocam pelo Município”.

Assim, para o munícipe, membro da Confederação Nacional dos Organismos de Deficientes e da Associação dos Deficientes das Forças Armadas, existem, na sua opinião, “casos mais fáceis de serem observados”.

E exemplifica: “A acessibilidade para deficientes motores junto à estação dos CTT em Anadia é um caso a merecer especial atenção; também em frente ao Cineteatro existe uma ravina, junto ao passeio pedonal / ciclista, extremamente perigosa para os que nela circulam e, em especial, para os invisuais; há ainda falta de sinalização de acesso a portadores de deficiência motora, como por exemplo, na Igreja de Arcos; e são várias as passadeiras sem rampa para cadeiras de rodas e carrinhos de bebé – junto ao Mercado, Câmara e Cineteatro”.

Segundo o munícipe, existem ainda, por todo o concelho, “dezenas de passadeiras sem rampas ou com rampas de um só lado e paragens de autocarro sem acesso a cadeiras de rodas ou carrinhos de bebé, como por exemplo, a de São Lourenço do Bairro”, enfatizando que o mesmo se passa em cafés, lojas e estabelecimentos comerciais por todo o lado.

Joaquim Gaspar terminou a sua intervenção, alertando que “ainda há pouco tempo, a Câmara de Coimbra foi condenada, em primeira instância, a pagar uma indemnização de cento e quinze mil euros à viúva de um invisual, por este ter caído numa ravina profunda quando circulava por um passeio que não tinha protecção lateral, o que lhe provocou a morte”.

Teresa Cardoso, presidente da Câmara de Anadia, referiu ter registado as notas do munícipe, relembrando que entrou “em vigor uma nova lei com um plano de acessibilidades mais exigente”.

“Há situações que cabem a privados, mas não temos problema em proceder à sensibilização das mesmas, nomeadamente, na Igreja de Arcos”, disse ainda a edil, enfatizando que a autarquia tem “tentado suprir algumas situações e até melhorar muitas outras”.

 

Mónica Sofia Lopes