Um terreno designado de “Ruínas da Vimieira”, na freguesia de Casal Comba, vai ser alvo de um levantamento topográfico, após um munícipe ter demonstrado interesse na compra do respetivo prédio rústico. À informação levada a reunião de Câmara, na manhã de 22 de janeiro, Rui Marqueiro, presidente da autarquia, acrescentou “ir ‘ouvir’ a Associação de Defesa do Património Cultural da Vimieira”, no sentido de saber se há interesse por parte da mesma na aquisição daquela área.

Foi Hugo Silva, da coligação “Juntos pelo Concelho da Mealhada”, quem começou por questionar a existência, ou não, “de um parecer técnico ou científico sobre a relevância histórica do terreno”. “Tenho praticamente a certeza de que há informação científica nos Arquivos da Câmara e pedirei para a procurarem. Se for preciso mais pareceres sobre esta matéria, também o será feito!”, respondeu o edil.

Nuno Canilho, vereador na autarquia, enquadrou a questão, garantindo que “a Associação de Defesa do Património Cultural da Vimieira ‘nasce’ por causa deste tema e, por isso, a Câmara pretende ouvi-la”.

Sónia Almeida, vereadora eleita pela coligação, referiu-se a esta temática “como muito importante” e questionou: “Porque não tentar perceber se podemos utilizar este património de outra forma, utilizando os setores turísticos e culturais municipal?”. Exemplificando ainda que poderia ser feito “um aproveitamento escolar e/ou pedagógico do tema”.

Nuno Canilho garantiu estarem “todos preocupados” com o assunto, referindo que “o Caminho de Santiago foi desenhado para passar no centro da ruína, o que demonstra a importância que lhe é dada”. O autarca lamentou ainda “a desvalorização do espólio que ali foi encontrado – moedas, plantas,… – e que deve estar perdido num acervo de Conímbriga”.

Também referente à Associação de Defesa do Património Cultural da Vimieira foi aprovado, na mesma reunião, um apoio para “aplicar em obras de melhoramento na sede”, no valor de 1.750 euros. A aprovação do pedido foi feita por maioria com as abstenções dos três vereadores da coligação, que defendem que “haja um regulamento, nestes casos extraordinários, da mesma forma que existe para os apoios anuais”.

Desconto no combustível na base de adesão do Município à Central Nacional de Compras

Na mesma sessão foi também dada a conhecer a adesão do Município da Mealhada à Central Nacional de Compras Municipais, designada de “Connect”, fundada em 2015, e que tem como missão “promover e assegurar a agregação de necessidades, a análise, normalização de especificações e redução de custos de aquisição”.

Questionado pelo vereador Hugo Silva, que quis “mais informações”, Rui Marqueiro explicou que “uma das grandes vantagens, é o facto de o Município poder, por exemplo, comprar uma máquina sem ser obrigada a fazer concurso público”.

Contudo, garante que o factor primordial desta adesão prende-se “com o desconto de combustível que passa a ser de doze cêntimos por litro, enquanto atualmente o Município usufrui apenas de seis”.

Oposição critica “newsletter”

Também Adérito Duarte, da coligação, que, na reunião, substituiu a vereadora Sara Ferreira, manifestou, no período antes da ordem do dia, o seu desagrado pelo facto da “newsletter” mensal da Câmara não fazer eco “das intervenções da oposição” e “ser uma forma de campanha política partidária”. Declarações que o edil disse “discordar”.

 

Mónica Sofia Lopes