O Orçamento Municipal na Mealhada foi aprovado, na manhã de 18 de dezembro, com o votos contra da coligação “Juntos pelo Concelho da Mealhada” – que agrega o Partido Social Democrata (PSD), Partido Popular (CDS/PP), Partido da Terra (MPT) e Partido Popular Monárquico (PPM). Na reunião, Hugo Silva, vereador eleito pela coligação, justificou o seu voto defendendo que o Orçamento tinha “um grau de imprevisibilidade total”. (Leia-se mais em http://www.bairradainformacao.pt/2017/12/19/orcamento-ambicioso-na-mealhada-aprovado-com-os-votos-contra-da-oposicao/).

Após votação do Orçamento, e questionado pelo «Bairrada Informação», Hugo Silva remeteu, para mais tarde, comunicado de imprensa onde refutaria a posição dos três vereadores da coligação, o que acabou por não acontecer, pelo menos até ao início da tarde desta terça-feira.

Ao final da manhã de hoje, foi a vez da Comissão Política Concelhia na Mealhada do Partido Socialista reagir, enviando, às redações, comunicado de imprensa, que transcrevemos na integra. Tentámos obter um comentário junto de Hugo Silva, mas até ao momento não conseguimos que isso fosse possível.

 

Comunicado de imprensa da Comissão Política Concelhia na Mealhada do PS

A “coligação” está, com esta decisão, a fazer exatamente o contrário daquilo que tanto apregoou na campanha eleitoral.

Nessa altura, como não gostou de ver a Câmara da Mealhada sem dívidas e distinguida/reconhecida a nível nacional pelas suas boas práticas de gestão e elogiada pela sua boa saúde financeira, defendeu que o Município devia recorrer ao crédito bancário para fazer mais obra.

Ontem, em reunião camarária, o executivo liderado por Rui Marqueiro apresentou o Plano e Orçamento para 2018, com um vasto rol de investimentos em importantes obras como a reabilitação do Bussaco, a Casa da Criatividade e da Juventude, entre outras. E o que é que a “coligação” fez? Votou surpreendentemente contra, só porque o Executivo de Rui Marqueiro admite a possibilidade de, no limite, contrair um empréstimo, caso a transferência de fundos comunitários se atrase um pouco.

A posição da “coligação” demonstra uma total incoerência, uma contradição incrível entre o que diz e o que faz. Não bate certo o seu discurso. Na campanha eleitoral, apregoou um discurso. Após as eleições, faz o seu contrário. A “coligação” não se entende. Não fala a uma só voz. Não inspira confiança.

Ao votar contra o orçamento, a coligação PSD/CDS/MPT/PPM está a votar contra obras fundamentais para o concelho. Está a tentar parar o desenvolvimento das freguesias. Não quer que os projetos avancem.

Só porque sim, a vereação do “Juntos” quer quatro anos de estagnação, para depois vir argumentar, nas próximas eleições autárquicas, que nada foi feito.

É triste e deplorável este tipo de comportamento bipolar contra o povo da Mealhada! É mesmo muito mau!

Ao votar contra as Grandes Opções do Plano e Orçamento para 2018, a coligação PSD/CDS/MPT/PPM assumiu claramente que é contra projetos, alguns deles já com financiamento comunitário contratualizado, como a recuperação do Convento de Santa Cruz e das Capelas dos Passos da Via-Sacra, a requalificação da Escola Secundária da Mealhada e dos jardins de infância de Casal Comba, Carqueijo e Canedo, as obras de regadio tradicional do Luso, Mealhada, Vacariça e Santa Cristina e da ETAR da Mealhada, o fecho de redes de saneamento e a ligação de sistemas de abastecimento de água no concelho.

A coligação “Juntos” demonstrou que não quer ver construídos os mercados municipais da Pampilhosa e da Mealhada, a sala polivalente e o parque de estacionamento no Luso. Não quer as reabilitações da piscina municipal da Mealhada e do Bairro Social Póvoa da Mealhada, nem as remodelações da rede de águas de Casal Comba e dos balneários do campo de futebol municipal do Luso. E também não quer que sejam feitas obras de requalificação urbanística do centro histórico da cidade da Mealhada. Não quer que a Câmara participe em importantes certames de promoção turística das riquezas nosso concelho (Mata do Bussaco, Vila Termal de Luso, “4 Maravilhas da Mesa da Mealhada”, etc., etc.), nem quer que o Município continue a apoiar os projetos de apoio às pessoas mais desfavorecidas, as coletividades, etc.

A coligação não honra o seu nome – “Juntos pelo Concelho da Mealhada” -, porquanto, na verdade, não está minimamente preocupada com o superior interesse dos munícipes da Mealhada.

Em política não vale tudo e o povo não é ignorante! Será que o PSD e o CDS estão mesmo unidos nesta política do “bota abaixo”? Será que as direções nacionais dos partidos que integram esta coligação se revêm neste tipo de comportamento destrutivo?

 

Imagem de manfredrichter (pixabay.com)