O BRIGHT – “Bussaco´s Recovery from Invasions Generating Habitat Threats” – termina no final deste ano, colocando também “em risco” cinquenta por cento da atividade da Fundação Mata do Bussaco. Um “problema” que António Gravato, presidente da Fundação, pretende solucionar de duas formas: por um lado, aguarda que seja positiva a candidatura ao programa LIFE+, intitulada ACACIAS (“Active and Coordenated Assessment and Control of Invasive Alien Sepcies”); e por outro, espera o apoio prometido do Governo, aquando da visita do secretário de Estado das Florestas e do Desenvolvimento Rural, Miguel Freitas, que garantiu, na ocasião, que “a orfandade do Bussaco iria acabar”.

O projeto comunitário BRIGHT, financiado pelo LIFE+, tem ajudado, nos últimos anos, a proteger e valorizar os habitats naturais presentes na Mata Nacional do Bussaco, através do controlo e erradicação de espécies exóticas invasoras que os ameaçam. Um programa que chega agora ao fim, com a sétima edição do “Sement Event” que, no dia 25 de novembro, deu lugar a um Seminário, onde em cima da mesa esteve a problemática da floresta, mas também o futuro deste evento e do trabalho da Fundação na Mata do Bussaco.

António Gravato acredita estar apenas “a acabar um ciclo do projeto LIFE”. “Não tenho a capacidade de adivinhar o futuro, mas posso dizer-vos que esta não será a última edição do ‘Sement Event’. Com chancela do LIFE (ou de outra qualquer) ou sem ela, iremos estar aqui no próximo ano”, referiu o dirigente da Fundação, enaltecendo o papel da entidade que preside, bem como dos parceiros: Câmara e Universidade de Aveiro.

É que para além da candidatura ao projeto comunitário ACACIAS, António Gravato está a estudar, em parceria com a Secretaria de Estado das Florestas, o apoio que espera que o Governo dê no próximo ano. A tónica dada, e segundo o dirigente da Fundação, está no binómio Mata Nacional e seu perímetro florestal do Bussaco, bem como na prevenção de incêndios e reconversão ecológica que isso implica.

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“Não há como não ser aprovada a candidatura que efetuamos (ACACIAS), nem como o Estado não nos apoiar, até porque isso representaria não cumprir com as suas funções”, enfatiza António Gravato, enumerando motivos para que o veredito final seja positivo: “Continuamos com rigor e competência nas tarefas diárias; temos um histórico no programa LIFE com o projeto BRIGHT que está, inclusive, na lista das nomeações para ‘Best Project Life’; e fomos o local escolhido para o primeiro encontro de INTER LIFE, em novembro de 2016”.

Presente na cerimónia de abertura do seminário esteve também Carlos Fonseca, da Universidade de Aveiro, que referiu ser “importante refletirmos sobre o que se deve fazer nas áreas queimadas, mas olhar para as que ainda não estão e a Mata do Bussaco é um dos perímetros florestais que devemos estar atentos para o salvaguardar”.

O Professor na Universidade de Aveiro afirmou ainda: “Quero reforçar a nossa continuidade em apoiar os trabalhos da Fundação. Pelo empenho, conteúdo e conhecimentos não devemos reduzir esta parceria, mas sim reforçá-la”. “Devemos lutar para que a Mata seja, cada vez mais, uma referência nacional e internacional”, disse.

Em representação do Município, esteve o vice-presidente da autarquia, Guilherme Duarte, que enalteceu o projecto BRIGHT, designando-o de “valioso”. “Sabemos o que se fez, mas também o que ainda falta fazer, nomeadamente, no combate às invasoras”, concluiu.

 

Texto de Mónica Sofia Lopes

Galeria de fotografias, de José Moura, em https://www.facebook.com/bairradainformacao/