O executivo da Câmara Municipal da Mealhada deliberou, na manhã de 21 de novembro, apoiar, com cerca de onze mil euros, três entidades do concelho, para que possam, assim, promover obras e/ou terminar as já iniciadas, concretamente na Igreja Paroquial de São Martinho e na Capela da Lendiosa (ambas em Casal Comba) e ainda no Centro Cultural de Cavaleiros (Barcouço). Um assunto já analisado na reunião de 6 de novembro, que mereceu as abstenções dos três vereadores da coligação “Juntos pelo Concelho da Mealhada”, na intenção de cabimentação dos referidos apoios.

É habitual que às reuniões de Câmara surjam pedidos de apoio por parte de associações e entidades do concelho para que possam proceder a obras e realizar eventos de diversa natureza, que muitas vezes são a única forma de subsistência e que nem sempre chegam para fazer face às necessidades.

Sobre a matéria, Hugo Silva, da coligação “Juntos pelo Concelho da Mealhada”, na reunião pública que se realizou no início deste mês, sugeriu que a autarquia “aprovasse um regulamento para atribuição de subsídios pontuais” e que o mesmo ficasse limitado “a uma verba de cem mil euros em cada orçamento anual”. Para além disso, o vereador da oposição considera que “no último ano de mandato, a atribuição de subsídios só deveria ser feita apenas até ao final do primeiro trimestre”.

Sugestões, que Arminda Martins, vereadora na autarquia, disse “discordar totalmente, pois a existência de um regulamento iria vincular o orçamento e seria complicado quanto à atribuição de subsídios extraordinários”. A autarca acrescentou ainda que “as eleições não se ganham no último meio ano de mandato”.

Guilherme Duarte, vice-presidente da Câmara, sobre o tema, recordou que “os subsídios são atribuídos por sete pessoas e não apenas por uma”.

Assim, para a Igreja Paroquial de Casal Comba, o executivo da autarquia mealhadense decidiu atribuir um apoio de cerca de seis mil e seiscentos euros, uma vez que os elementos da Comissão Económica dizem ser “prioritária a substituição de trinta bancos, dado que os que se encontram na sala da assembleia municipal, se encontram completamente apodrecidos, sem qualquer possibilidade de recuperação”.

No caso do Centro Cultural de Cavaleiros, a Câmara apoiou, no anterior mandato, uma verba de cinco mil e quinhentos euros para a cobertura do salão sede. “Agora pretende o Centro, e para que o salão possa permitir a utilização em pleno do edifício, investir nas condições mínimas ao nível do solo e iluminação interior”, apelam os responsáveis pelo Centro Cultural de Cavaleiros, tendo o executivo aprovado apoiar a obra com três mil euros.

Por último, e com destino a contribuir para a restauração da Capela da Lendiosa, motivo que levou o executivo camarário a fazer uma visita ao local há quinze dias, a autarquia dará um apoio de mil duzentos e cinquenta euros, colocando assim um ponto final no valor total da obra: cinco mil e quinhentos euros (a Câmara já tinha disponibilizado mil e quinhentos euros e a restante verba originada foi por peditórios efetuados pela Comissão da Capela).

 

Mónica Sofia Lopes