O deputado do Partido Social Democrata eleito pelo circulo de Aveiro, Bruno Coimbra, acusou esta quinta-feira, dia 16 de novembro, o Governo de deixar dois terços do território nacional “à sua sorte”. Intervindo na discussão, na especialidade, da proposta de Orçamento do Estado para 2018 (OE), o parlamentar social democrata lamentou que as áreas sob tutela do ministro adjunto não sejam prioritárias.

“Perante a evidência de que este Orçamento do Estado não é diferenciador na resolução dos problemas estruturais que limitam e deixam dois terços do território à sua sorte, o senhor ministro não demonstra claramente que o caminho que pretende seguir é diferente daquele que é orientado por ‘focus group’ e em que alguns chavões permitem dar a ideia de que se está a fazer algo muito profícuo nestas matérias, quando na verdade não está”, vincou Bruno Coimbra, na sua intervenção.

Para o deputado aveirense, natural do Luso, este Orçamento do Estado não dá sinais de que as áreas que o ministro [adjunto] tutela são de facto prioritárias para este governo”, em contraponto com as iniciativas do PSD, que “tem colocado na agenda politica os temas da coesão territorial, da valorização do interior, dos territórios de baixa densidade” e “considera estes desafios como prioritários para o país”.

“De pouco valem cento e sessenta e quatro medidas se a maior parte não são relevantes e outras ficam por fazer. Nem é por mudar a unidade de missão para Pedrogão que os problemas se resolvem”, sustentou Bruno Coimbra, apontando situações concretas, como “a atração de investimento, os incentivos fiscais e as acessibilidades de proximidade”.

Acusando ministro de anunciar que vai dar atenção, mas sem concretizar, o parlamentar social democrata confrontou o governante sobre se há plano estratégico de acessibilidade de proximidade e as respetivas medidas, se há incentivos fiscais por via de uma discriminação positiva, questionando, por outro lado, se há risco de desvio de fundos do interior para o litoral, porque considera desajustada uma proposta que visa garantir e assegurar que isso efetivamente não acontece.

 

Fonte: Assessoria de comunicação do Grupo Parlamentar do PSD/Aveiro