Falar da Mata Nacional do Bussaco é falar de um património florestal e edificado, considerado “único” no mundo. O número de turistas, ano após ano, não pára de crescer e a visibilidade dada por muitas figuras públicas nacionais é uma constante. Uma satisfação para a entidade que gere o espaço, a Fundação da Mata do Bussaco, que ainda se congratula mais pelo aumento do número de crianças, que através do projeto BRIGHT (“Bussaco’s Recovery from Invasions Generating Habitat Threats”), “experienciam” o local, tendo só este ano e, até ao momento, atingido as sete mil e quinhentas, provenientes de vários pontos do país.

Se em 2014, o Bussaco atingiu as duzentas e trinta mil entradas, em 2016 chegou às duzentas e cinquenta mil e este ano esse número já foi ultrapassado, o que significa, que 2017 “encerrará” com mais um aumento de visitantes, de várias gerações e de vários pontos do país e do mundo. E são, aliás, os mais pequenos uma das classes que mais longe leva o nome desta Mata Nacional, situada no concelho da Mealhada. Até ao final do ano, a Fundação estima atingir as oito mil crianças que visitaram o espaço, ora através do projecto BRIGHT (visitas sem custo), ora através de oficinas de Educação Ambiental, que são custeadas.

“Pelo BRIGHT, os técnicos da Fundação vão às Escolas Básicas 1 do concelho da Mealhada falar do Bussaco, do seu património cultural, edificado, dos cursos de água,… O projeto financia depois um autocarro, que leva as crianças a visitar a Mata. Uma visita que contempla uma ação de voluntariado, que pode ser, entre outras coisas, plantação de sementeiras e/ou construção de uma caixa de abrigo para morcegos”, explicou, ao «Bairrada Informação», Sofia Ferreira, responsável pelas atividades educativas da Fundação.

Bussaco (1)“Há muitas crianças que só conhecem o Bussaco através deste projeto. É de facto extremamente positivo”, enfatiza, garantindo, que “depois regressam às oficinas ambientais com os pais ou estes vêm cá, por indicação dos filhos, a outras actividades que tenhamos. É muito interessante”.

A segunda forma das crianças conhecerem a Mata do Bussaco é através de mais de vinte Oficinas de Educação Ambiental, “onde cada aluno paga quatro euros e fica a conhecer plantas, animais, constrói caixas de abrigo, elabora herbários….”. “Temos cada vez mais escolas aderirem, desde Lisboa até ao Porto. Há até escolas que ficam a dormir cá, nas Casas do Bussaco, no Parque de Campismo, etc., para virem às atividades noturnas”, esclareceu ainda Sofia Ferreira, garantindo que recentemente teve “um contacto de uma escola de Bragança que pretende vir cá em abril”.

Rui Marqueiro, presidente da Câmara da Mealhada e membro do Conselho Consultivo da Fundação, diz que está a ser cumprida, “com o apoio da autarquia, uma das nobres funções/missões da Fundação: ter uma ação didáctica/pedagógica junto das crianças e dos alunos em geral. Está-se a mostrar a Mata e toda a sua riqueza – a fauna e a flora – aos mais novos, ensinando-lhes a preservar a Natureza, a cuidar do meio ambiente, da floresta, dos animais e, dessa forma, ensina-os a gostar do Bussaco e a levar mais longe o seu nome”.

O autarca garante que “nos últimos dois anos, intensificaram-se os esforços e os investimentos nesta área da educação ambiental”, razão que diz dever-se “ao trabalho do Sector Educativo da Fundação, que tem sido inexcedível a receber bem as escolas e os milhares de alunos que regularmente visitam a Mata, da mesma forma que tem sido fantástica nas ações promovidas no interior das escolas, que têm merecido rasgados elogios da parte da comunidade educativa, designadamente dos professores”.

 

Texto de Mónica Sofia Lopes

Fotografias de José Moura