Foi, ao final da tarde da passada segunda-feira, dia 30 de outubro, que a direção do Sindicato dos Trabalhadores da Indústria de Hotelaria, Turismo, Restaurantes e Similares do Centro emitiu um comunicado, onde diz que “os trabalhadores(as) do Grande Hotel de Luso decidiram, em plenário, declarar greve das 00h às 24 horas no dia 4 de novembro de 2017 (próximo sábado)”. Ao «Bairrada Informação», João Diniz, administrador da unidade hoteleira, estranha “o anunciado pré-aviso de greve” e garante que “até ao momento, todos os compromissos têm sido assumidos”.

No comunicado enviado aos órgãos de comunicação social, a direção do Sindicato enumera os objetivos da greve: “cumprimento dos compromissos assumidos e não concretizados; aumentos salariais dignos; preenchimento do quadro de pessoal efectivo que permita uma melhor prestação de serviço aos clientes; pagamento das horas extraordinárias, do  trabalho prestado  em dia de descanso semanal e em dia feriado; preenchimento das vagas existentes no quadro e progressão de carreira” e “reposição de direitos contratualmente adquiridos”.

João Diniz garante ter sido “apanhado de surpresa”, estranha “o que foi enunciado” e garante que, para além de estarem a ser cumpridas as condições, a administração está ainda a fazer esforços “para a sustentabilidade da unidade”.

“Até 2015, a empresa teve sempre resultados negativos, alterando isso nos últimos dois anos, com resultados positivos, mas não abdicando de uma gestão muito rigorosa”, começou por explicar João Diniz que garante que “em 2016 foi iniciado um conjunto de melhorias aos trabalhadores”, onde se inclui até “a reposição, em 2017, do seguro de vida”.

João Diniz garante que “houve aumento salarial de 2,5%” e que “está a ser estudado um novo aumento”. “Não podemos é chegar aos quatro por cento como nos foi pedido”, disse, continuando: “Recentemente, aumentámos o número de postos de trabalho; nunca negámos uma reunião e até respondemos afirmativamente ao Sindicato; e temos os salários sem um único dia de atraso”.

O administrador do Grande Hotel de Luso fala ainda do “processo de investimento, de dois milhões e trezentos mil euros” em que a unidade hoteleira se encontra, onde para além da “obra física”, estão incluídas melhores condições para os trabalhadores, “novos equipamentos de ‘hardware’ e ‘software’” e ainda uma “aposta na formação dos quarenta funcionários”.

“Estamos a investir e a criar melhores condições aos nossos funcionários e aos nossos clientes, para continuarmos a ser uma referência na Bairrada e no Centro de Portugal”, continuou o administrador, lamentando  atitude do Sindicato: “Não nos identificamos com esta forma incompreensível de atuar”.

“Se efetivamente a greve vier a acontecer no próximo sábado, o prejuízo será elevado, até porque estamos bem posicionados ao nível de reserva e isso é do conhecimento dos trabalhadores e do Sindicato”, diz João Diniz. “Estou consciente do profissionalismo dos trabalhadores, que sabem o trabalho que existe e os serviços que têm que ser assegurados”, concluiu.