“O Ministério Público (MP) acusa um jovem de dezanove anos, residente na freguesia de Souselas (ex-bombeiro da corporação da Pampilhosa e estudante no ensino profissional em Anadia), da autoria de cinco crimes de incêndio florestal”. A notícia está publicada na edição impressa do Diário de Coimbra, de 27 de outubro de 2017, que escreve ainda que “o jovem estava algum tempo em preisão preventiva, medida entretanto substituída pela obrigação de permanecer na habitação sob vigilância eletrónica, que se mantém”.

 

Notícia publicada no Bairrada Informação, sobre este caso, no passado dia 17 de junho:

A Polícia Judiciária, através da Diretoria do Centro, procedeu à detenção, em cumprimento de mandado emitido pelo Departamento de Investigação e Ação Penal de Coimbra, de um homem, solteiro, estudante e ex-bombeiro voluntário na corporação da Pampilhosa (concelho da Mealhada), pela presumível prática de cinco crimes de incêndio florestal, de 4 de abril a 25 de maio deste ano. Segundo o Diário de Coimbra, o jovem, residente na Marmeleira, Souselas, foi “presente a Tribunal na quarta-feira”, tendo ficado “em prisão preventiva, ao que tudo indica por haver risco de poder voltar a cometer os mesmos crimes”.

Segundo comunicado publicado na Policia Judicária, “os incêndios tiveram lugar em terreno povoado de mato, eucaliptos e pinheiros, tendo ardido uma área aproximada de vinte mil metros quadrados, no total, só não tendo atingido maiores proporções devido à pronta intervenção dos bombeiros”.

“O suspeito colocou os incêndios utilizando chama direta (isqueiro) e atuou num quadro de atração pelo fogo e pelo desejo de participar no respetivo combate”, lê-se ainda na comunicação da PJ, que acrescenta que “o detido, de dezanove anos, foi presente às autoridades judiciárias competentes para primeiro interrogatório tendo ficado sujeito a prisão preventiva”.

Para as câmaras da SIC, Fernando Abrantes, comandante dos Bombeiros Voluntários da Pampilhosa, confirmou a presença de elementos da PJ no quartel e que “foram confrontados com alguns elementos que podem ser interessantes” para o seu trabalho.

O comandante disse ainda que quando “tem os bombeiros na corporação é para ensinar o melhor”. “Não nos passa pela cabeça dizer-lhes: ‘não ateiem incêndios’. Estão aqui para combater, não para o contrário e não temos meios suficientes para perceber este tipo de situações”.