Rui Marqueiro tomou posse, na manhã de ontem, por mais quatro anos à frente dos destinos da Câmara Municipal da Mealhada. No seu discurso afirmou que “o Município vai ter uma ação diferente do que aquela que teve no último mandato”, referindo-se à concretização de obras, financiadas pelos quadros comunitários, como é o caso, da remodelação da ETAR (Estação de Tratamento de Águas Residuais) da Mealhada, bem como de uma obra de reforço de abastecimento de água em algumas localidades.

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O reeleito presidente no Município da Mealhada começou por fazer agradecimentos “à população, aos funcionários ‘da casa’ e a todos os que tiveram com esta equipa”. “O último mandato deve ter sido encarado positivamente pelos eleitores, caso contrário, não teríamos vencido, nem teríamos reforçado os nossos números de votos”, continuou o edil.

Falando no futuro, o autarca garantiu que a aposta vai ser diferente e que estará, sobretudo, “na obra física”. “Por pensarmos nisso é que fomos desenvolvendo, ao longo dos últimos quatro anos, projetos (candidatáveis aos quadros comunitários), que melhorarão a qualidade de vida dos munícipes”, disse, exemplificando com a obra de requalificação da ETAR da Mealhada (neste caso, com um custo de três milhões de euros, em que a Câmara só pagará quinze por cento da obra) e outra obra que se prende com o reforço de abastecimento de água na Mealhada, Antes e Ventosa do Bairro.

A recuperação do património edificado como o Convento de Santa Cruz e as capelas da Via-Sacra, na Mata Nacional do Bussaco, também foram assuntos enfatizados no discurso do presidente da autarquia. “Queremos ser classificados Monumento Nacional e património mundial da UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura)”, disse, garantindo que isso será importante “para a região Centro e para a região de Coimbra”.

O edil quis ainda registar o facto “de já estarem a ser retiradas condutas de fibrocimento em Casal Comba” e da criação da Casa Municipal da Juventude em Ventosa do Bairro, “numa aldeia que tende a ‘desaparecer’ e onde temos necessidade de criar estruturas”.

Se por um lado, Rui Marqueiro defende que os próximos quatro anos serão “de obra física”, por outro afirma: “Para além do que queremos fazer de novo, temos que olhar para o que já existe. Poucos dias depois de tomarmos posse, em 2013, apercebemo-nos que ou fazíamos obras neste edifício ou ia chover-nos em cima. Isto também é importante, preservar o que já existe por todo o concelho”.

“Há que ter esperança num município melhor e estou certo de que é isso que vai acontecer”, concluiu Rui Marqueiro.

 

Jacinto Silva e Gonçalo Louzada, da coligação “Juntos”, substituídos na tomada de posse

O ato de instalação dos órgãos autárquicos para o mandato 2017/2021 ficou também marcado pela renúncia do eleito, da coligação do Partido Social Democrata (PPD/PSD), o Partido Popular (CDS/PP), o Partido da Terra (MPT) e o Partido Popular Monárquico (PPM) – “Juntos pelo Concelho da Mealhada” -, Manuel Jacinto Silva, bem como dos quarto e quinto elementos da lista, Gabriela Pereira e Nelson Jesus. Desta forma, na vereação com Hugo Silva e Sónia Branquinho estará Sara Ferreira (a sétima na lista) que, contudo, não esteve presente na cerimónia de tomada de posse.

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Para a Assembleia Municipal, também Gonçalo Louzada, vereador da coligação nos últimos quatro anos e candidato a presidente do referido órgão nas eleições autárquicas de 1 de outubro, renunciou ao mandato, tendo sido substituído por Pedro Semedo, o décimo primeiro da lista.

Em comunicado, enviado às redações posteriormente à tomada de posse, Hugo Alves Silva explica: “Fizemos uma aposta clara na mudança de governação e aceito a posição dos meus colegas que, ao ver essa proposta negada nas urnas, optaram por não tomar posse”.

“A coligação propôs-me o desafio de disputar a vitória, candidatei-me a presidente de Câmara mas cumprirei com zelo o mandato de vereador que obtive”, diz ainda Hugo Silva, que esclarece que fará um mandato “que exponha as diferenças nas opções de governação autárquica na Mealhada”, mas que votará “alinhado sempre que a clareza de objetivos e a informação sobre os projetos o justifiquem para a população”.

 

Daniela Esteves reeleita presidente da Assembleia Municipal

Daniela Esteves foi reeleita presidente da Assembleia Municipal da Mealhada, pelas listas do Partido Socialista. Artur Dinis e Lurdes Bastos são o primeiro e segundo secretários da mesa do referido órgão.

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“No exercício dos cargos públicos não se vive sem muito trabalho, sem muita resistência e sem muita resiliência”, declarou Daniela Esteves, agradecendo “a todos os que disseram sim ao chamamento para irem votar” e desejando “bom trabalho à equipa eleita na Câmara, pois todos os dias são postos à prova”.

Tomaram posse na Assembleia Municipal Daniela Esteves, José Calhoa, Susana Almeida, Ana Paula Coelho, Artur Dinis, Isabel Luzeiro, Mara Santos, Carlos Martins, Rodrigo Breda, Maria de Lurdes Bastos, António Laranjeiro (do PS); Pedro Semedo, Bruno Coimbra, Marilisa Duarte, Nuno Melo, Jorge Rama, Isabel Santiago, Luís Brandão, Raúl Rodrigues (da coligação “Juntos pelo Concelho da Mealhada”); Ana Luzia Cruz (do BE); e João Louceiro (do PCP-PEV).

 

Presidentes das Juntas de Freguesias (todos eleitos pelo PS)

 

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Barcouço

João Cidra

 

 

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Casal Comba

Nuno Veiga

 

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Luso

Claudemiro Semedo

 

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Pampilhosa

Rosalina Nogueira

 

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Vacariça

Pedro Ferreira

 

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União de Freguesias da Mealhada, Ventosa do Bairro e Antes

João Santos

 

 

Fotografia de capa: Câmara da Mealhada

Fotografias de José Moura