A instalação dos novos órgãos autárquicos da Mealhada – Câmara e Assembleia Municipal – realizou-se na manhã do dia 17 de outubro e, segundo comunicado do Secretariado Concelhio na Mealhada do Partido Socialista, “ficou marcada pela renúncia de alguns elementos da coligação ‘Juntos pelo Concelho da Mealhada’ (que agrega o PSD/CDS/MPT/PPM) a cargos para que foram eleitos”. Um documento que fala em “abandono da equipa escolhida pelo candidato” ou “engano deliberado ao eleitorado, uma vez que já sabiam de antemão que não iriam honrar o compromisso perante os seus eleitores”.

Depois de ontem (dia 17 de outubro), recebermos a nota de imprensa da coligação “Juntos pelo Concelho da Mealhada”, referente à tomada de posse dos órgãos autárquicos 2017 | 2021 (e que pode ser lida em http://www.bairradainformacao.pt/2017/10/17/tomada-de-posse-dos-orgaos-autarquicos-na-mealhada/), hoje foi a vez do Secretariado Concelhio na Mealhada do Partido Socialista reagir aos atos de instalação, num comunicado intitulado “fuga às responsabilidades” que, de igual forma, transcrevemos na integra.

Tentámos obter um comentário por parte de Hugo Silva, mas tal não foi possivel até ao momento desta publicação.

 

Comunicado do Secretariado Concelhio na Mealhada do Partido Socialista

 

A instalação dos novos órgãos autárquicos da Mealhada – Câmara e Assembleia Municipal –, decorrida ontem,  ficou marcada pela renúncia de alguns elementos da coligação “Juntos pelo Concelho da Mealhada” (que agrega o PSD/CDS/MPT/PPM) a cargos para que foram eleitos. Logo no dia da tomada de posse, foram vários os eleitos do “Juntos” que se recusaram a assumir o compromisso que haviam estabelecido com os munícipes.

A fuga às responsabilidades por parte dos eleitos do “Juntos pelo Concelho da Mealhada” à Câmara Municipal foi de tal ordem que, para conseguir juntar três vereadores, a coligação foi obrigada a recrutar a sétima pessoa da lista do PSD/CDS/MPT/PPM! Sim, tiveram de ir “repescar” o n.º 7 da lista candidata à Câmara para conseguir arranjar um terceiro vereador que aceitasse dar a cara pelo projeto político liderado por Hugo Silva. Não foi fácil!

Mas se o panorama para a Câmara foi a vergonha que foi, para a Assembleia Municipal a fuga partiu logo ao mais alto nível. O cabeça de lista do “Juntos”, Gonçalo Louzada, também não aceitou o cargo que lhe foi confiado pelos munícipes.

Ficou claro que algumas pessoas que integraram as listas do “Juntos” aparentemente fizeram um “frete” a Hugo Silva e, agora, abandonaram-no, deixando-o a falar (quase) sozinho. O exemplo mais evidente foi o do cabeça de lista à Assembleia Municipal da Mealhada, Gonçalo Louzada, e o do n.º 2 à Câmara Municipal, Manuel Jacinto. Mas não só…

Ou então, caso não tenha sido um frete, enganaram deliberadamente o eleitorado, uma vez que já sabiam de antemão que não iriam honrar o compromisso perante os seus eleitores.

É demasiado mau o que a coligação “Juntos pelo Concelho da Mealhada” fez aos mealhadenses. É uma fuga indecente às suas responsabilidades, uma gritante falta de respeito pelos eleitores, dá uma péssima imagem da política e dos políticos, desprestigia os partidos, descredibiliza os candidatos, origina fundadas dúvidas aos eleitores em futuros atos eleitorais e representa um rude golpe e uma desonra para a democracia que custou tanto a conquistar a muitos portugueses.

Aquando da campanha eleitoral para as eleições de 1 de outubro de 2017, a coligação “Juntos pelo Concelho da Mealhada” teceu duras críticas a Rui Marqueiro por este ter assumido, com clareza, que, se não fosse eleito presidente do Executivo, abandonaria para sempre a política ativa, justificando que a pior coisa que poderia acontecer a um novo presidente de Câmara seria ter como líder da oposição um ex-presidente. Ora, veja-se o insólito da situação: a coligação “Juntos pelo Concelho da Mealhada”, para sustentar as críticas ferozes a Rui Marqueiro, garantiu sempre que assumiria as suas responsabilidades, mesmo em caso de derrota eleitoral, como foi o caso. E o que fez então essa mesma coligação? Mentiu aos eleitores. Quando foi chamada a assumir os cargos de vereadores e deputados municipais, viu alguns dos seus eleitos fugir a sete pés, enjeitando responsabilidades.

Está tudo dito! Eram estas as pessoas que diziam mal de tudo e de todos, que se arrogavam salvadores do concelho, possuidores de uma varinha do condão que fazia milagres e que queriam tomar conta do concelho da Mealhada. Afinal de contas, foi tudo um logro!