Uma das grandes atrações da Mata Nacional do Bussaco são os trilhos, financiados pelo projeto BRIGHT («Bussaco’s Recovery from Invasions Generating Habitat Threats»), e ainda as visitas promovidas pela Fundação, entidade que gere o espaço. Se nos trilhos o público provém, com bastante regularidade, de Lisboa e da zona do Porto, já as visitas, onde a história é elemento essencial, é muito requisitada pelos turistas estrangeiros.

Trilho Floresta Relíquia, Trilho Invasoras e Trilho Adernal são os três trilhos do projeto BRIGHT que, por serem financiados, são gratuitos para quem participa. Acontecem semanalmente, aos sábados, a partir das 10 horas, rotativamente. Por exemplo, no próximo sábado, dia 14, a “viagem” está destinada ao Trilho Invasoras. “Todos os trilhos têm o objetivo fundamental de sensibilizar o público para a preservação da floresta autóctone, que é muito afetada pelas espécies invasoras”, explicou, ao «Bairrada Informação», Sofia Ferreira, responsável pelas atividades educativas da Fundação.DSC04373

O Trilho Invasoras pretende, em concreto, “dar a conhecer os trabalhos, de combate às invasoras, que têm vindo a ser realizados no Pinhal do Marquês, na zona mais baixa do Bussaco, junto ao Luso”. “Neste local já se conseguem ver resultados do projeto BRIGHT, que tem cerca de sete anos e meio”, explicou Sofia Ferreira, garantindo que as espécies invasoras “são muitas” e a sua “instalação” prejudica todas as outras plantas que não são invasoras, daí a importância da sua erradicação.

Na realização deste trilho, há também uma ação de voluntariado, cerca de meia hora, onde os participantes plantam uma árvore, descascam uma planta lenhosa invasora, “para verem o trabalho que dá a sua eliminação”, ou ainda arrancam a designada “erva do diabo”. “Muitos querem aprender para saber como devem fazer nos seus terrenos”, explicou-nos ainda Sofia Ferreira.

O  Adernal, que vai da Porta das Lapas até à Cruz Alta, tem um trilho que em outubro acontece no dia 21 e que tem uma distância de dois quilómetros. “É uma floresta primitiva única, onde os adernos (uma espécie de planta) têm um porte arbóreo e isso significa que têm centenas de anos”, continua Sofia Ferreira, garantindo que “já os Carmelitas diziam que o Adernal os fazia lembrar o Monte das Oliveiras em Jerusalém”.

No último sábado deste mês, dia 28, o Trilho é dedicado à Floresta Relíquia. “Uma floresta constituída por carvalhal, louriçal e adernal. É a Mata climácica típica, do que seria a mata portuguesa, se não tivéssemos começado a plantar outras espécies”, conclui a técnica da Fundação Bussaco, relembrando que as inscrições para cada trilho devem ser feitas até à quinta-feira anterior ao da sua realização, através do correio eletrónico setoreducativo@fmb.pt e/ou do número de telefone 231 937 000. Apesar de a atividade ser gratuita, a entrada na Mata com viatura é custeada (mais informações em http://www.fmb.pt/v2/pt/info/horarios-e-precos).

A juntar-se aos trilhos do BRIGHT estão ainda visitas e trilhos da Fundação, que por serem mais completos, estão sujeitos a pagamento por parte dos participantes. As visitas, para um grupo de quinze pessoas ou mais, o preço é de cinco ou de sete euros e, no caso dos Trilhos, nas mesmas condições, é de sete.

Uma das visitas é constituída por Convento e Jardins e centra-se “na história da Ordem dos Carmelitas Descalços, mas também se fala na construção do Palácio”, afirma Elodie Madeira, técnica superior de turismo, que acrescenta que “há ainda a visita do Convento e Mata, que vai até aos pontos mais emblemáticos, como por exemplo, Via Sacra, Miradouro e Fonte Fria”.

Já os trilhos da Fundação são os da Água, Via Sacra, Floresta Relíquia e Militar.