O Movimento Independente Anadia Primeiro (MIAP) venceu as eleições autárquicas com 56,36% dos votos, tendo o Partido Social Democrata, encabeçado por Litério Marques, atingido 28,56%. O CDS conquistou 4,64% e o PCP 4,45%. Das dez Juntas de Freguesia, o MIAP apenas perdeu para a Junta de Freguesia de Avelãs de Caminho, que foi conquistada por um movimento de cidadãos intitulado “Pela Nossa Terra”.

“Esta foi uma vitória esperada e desejada. Estávamos convictos de que ia ser assim e tranquilos pelo trabalho feito na Câmara, Assembleia Municipal e Juntas de Freguesia, onde houve sempre um espírito de união e de muito trabalho”, disse, ao «Bairrada Informação», Teresa Cardoso, pouco tempo depois dos resultados serem públicos.

A autarca garante ser este “um reconhecimento pelo trabalho feito” e designa de “histórico” o resultado final: “Esta é também uma afirmação do MIAP e dá-nos um compromisso e responsabilidade ainda maiores para os próximos quatro anos”.

Com esta eleição, o MIAP passa de três vereadores na Câmara para cinco, sendo um apoio do Partido Socialista (uma decisão tomada pela Concelhia no início do ano), força que apoia o movimento de Anadia desde as últimas eleições. O PSD elege dois mandatos na Câmara. Para a Assembleia Municipal, o MIAP elegeu treze deputados, o PSD seis, o PCP um e o CDS igualmente um.

Maria Teresa Belém Correia Cardoso, de cinquenta e cinco anos de idade, é licenciada em Engenharia Civil. Trabalha na Câmara Municipal de Anadia há mais de vinte anos, primeiro como técnica da autarquia, depois como vice-presidente.

Nas últimas eleições autárquicas, encabeçou o Movimento Independente Anadia Primeiro, fundado por Litério Marques, anterior presidente da Câmara, tendo, assim, tornado-se na primeira mulher a liderar a câmara anadiense, por um movimento também inédito.

Há mais de um ano que manifestou vontade de se recandidatar, por considerar que “ainda há muito para fazer, nomeadamente, concluir tudo aquilo a que nos propusemos”. Para as eleições de 2017, Teresa Cardoso contou com o apoio do PS, tal como aconteceu nos últimos quatro anos, em que o único vereador eleito por este partido de esquerda se “uniu” ao MIAP. O mesmo não aconteceu com Litério Marques, que regressou ao PSD depois de desentender com Teresa Cardoso, tendo saído do movimento que foi criado por si.