A Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários da Pampilhosa festejou os seus noventa e um anos de existência, durante o dia de 30 de setembro, tendo sido a altura escolhida para a promoção de uma dezena de bombeiros da corporação. Na sessão solene, os discursos ficaram marcados “pelo papel importante que têm os Bombeiros na proteção civil do país”.

“Se não fossem os Bombeiros como seria a proteção civil deste país?”. Foi esta a questão retórica deixada por Marco Braga, presidente da Federação Distrital de Aveiro dos Bombeiros, enfatizando que nos incêndios que ocorreram, durante o verão, “se alguma coisa correu mal, não foi de certeza por causa dos Bombeiros e muito menos dos Bombeiros do distrito de Aveiro”. “Estiveram sempre prontos quando foram chamados por esse país a fora. Esta é uma corporação muito prestigiada”, enfatizou ainda o dirigente, referindo-se em concreto aos da Pampilhosa.

Também José Requeijo, da Liga dos Bombeiros Portugueses, enalteceu com palavras de conforto e reconhecimento a prestação da corporação da Pampilhosa. “Devemos reconhecer o trabalho do passado, afirmar o presente e pensar no sucesso do futuro. Trabalhamos cada vez mais, para todos os dias fazermos melhor”, disse, relembrando que “todos os grupos de Bombeiros do distrito que foram ‘para fora’ são voluntários”.

“Os Bombeiros são a maior força da proteção civil e é, por isso, que estamos a trabalhar em prol destes homens e mulheres para lhes podermos proporcionar mais condições e regalias”, afirmou José Requeijo falando do “cartão social do Bombeiro, que está em fase de finalização” e “dos Postos de INEM (Instituto Nacional de Emergência Médica)”.

“O cartão, entre muitas coisas, dará isenção aos Bombeiros do pagamento de taxas moderadoras e ao nível de IRS (Imposto sobre o Rendimento de pessoas Singulares) e a redução das taxas de IMI (Imposto Municipal sobre Imóveis) e IUC (Imposto Único de Circulação). Não é tudo o que desejaríamos, mas já é muito bom”, enalteceu José Requeijo, garantindo ainda que “o INEM não tem estrutura para dar resposta a todas as solicitações e só com a ajuda dos Bombeiros o consegue”. “É, por isso, que, neste momento, todos os concelhos estão cobertos com um Posto de INEM”, garantiu.

O Comandante Distrital de Operações de Socorro, António Ribeiro, elogiou o “excelente trabalho da direção dos Bombeiros da Pampilhosa”, mas também o papel da Câmara Municipal. “Houve uma excelente articulação com os serviços municipais, no grande incêndio que tivemos aqui no concelho da Mealhada, em Barcouço. Não houve vítimas e isso é o mais importante”, referiu.

No seu discurso Fernando Abrantes, comandante dos Bombeiros da Pampilhosa, elogiou os Bombeiros da sua corporação, bem como os órgãos sociais, lamentando “a falta de meios humanos, o que obriga a que os existentes tenham que dar muito mais de si”. O comandante enfatizou a ideia, disponibilizando os números das ocorrências que tiveram durante o ano, até dia 31 de agosto: “Noventa e três incêndios florestais (noventa por cento fora da nossa área de actuação), nove incêndios urbanos, dois incêndios rodoviários, quarenta e um acidentes, três buscas e resgate de animais, mil e noventa emergências médicas (transporte de vítimas às unidades hospitalares) e três mil quatrocentos e sessenta transportes de doentes não urgentes”.

A cerimónia dos noventa e um anos ficou marcada pela promoção, em parada, de dez bombeiros: Bruno Lourenço e David Simões passaram de Infantes a Cadetes; Inês Lopes de Cadete a Estagiária; e Francisco dos Santos, Hugo Marques, João Duarte, Ana Ferreira, Ana Reis e Tiago Reis passaram a Bombeiro de 2.ª Classe. Marta Filipe de Bombeira de 1.ª Classe foi promovida a Sub-chefe.

 

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