Centenas de pessoas estiveram presentes nas comemorações oficiais dos duzentos e sete anos da Batalha do Bussaco, durante a manhã do dia 27 de Setembro, que se centraram, como habitualmente, no Museu Militar e no Terreiro do Monumento (Obelisco). Uma iniciativa promovida pelo Exército Português e a Câmara da Mealhada.

Mal o sol começa a nascer, são muitos os que “procuram” o melhor lugar no Terreiro do Monumento em memória da Batalha do Bussaco. É assim todos os anos no dia 27 de setembro e na manhã desta quarta-feira não foi diferente.

Vinda do concelho de Tondela, encontramos Idalina Almeida que assistiu pela primeira vez às comemorações. “O meu marido é de Mortágua e vem aqui todos os anos, desde a sua juventude. Eu, por acaso, só vim hoje, mas vou repetir. Foi uma cerimónia muito bonita”, declarou, ao «Bairrada Informação», no final das cerimónias.

A Batalha do Bussaco, integrada na última das três invasões napoleónicas a Portugal (com início em julho de 1810 e termo em abril de 1811), foi uma das inúmeras batalhas travadas entre os exércitos anglo-luso e francês. “Os antecedentes relativos à sua preparação, bem como as consequências de um só dia de confronto (27 de setembro de 1810), elevam-na a um plano operacional de enorme conceito militar, não só pelo que ela representa nos seus termos mais objetivos – derrota das brigadas do comandante supremo Marechal André Masséna –, mas, principalmente, pelo que ela representou na preparação de um confronto seguinte que decidiria o enfraquecimento definitivo do invasor francês nas Linhas de Torres Vedras”, lê-se numa nota de imprensa do Exército Português.

“É sempre uma honra falar do esforço do povo português e esta é também uma forma de se ter esperança no futuro”, declarou ontem, no seu discurso oficial, o Coronel de Infantaria “Comando” Américo Henriques, acrescentando que as comemorações também servem “para que a juventude nunca se esqueça que no coração dos homens livres existe sempre uma força anímica”. “Temos que viver em liberdade, segurança, soberania e independência pela terra que nos viu nascer”, concluiu ainda.

As cerimónias – onde participam forças da Brigada de Intervenção, Centro de Saúde Militar de Coimbra, Guarda Nacional Republicana e Associação Napoleónica – iniciaram com o hastear das bandeiras nacionais de Portugal, Reino Unido e França, seguindo-se o Cortejo Histórico-Militar e Religioso (do Museu Militar do Bussaco ao Terreiro do Monumento).

A missa campal foi presidida pelo Padre Carlos Godinho que, no final, proferiu algumas palavras sobre as comemorações da Batalha do Bussaco. “É sempre bom recordarmos os feitos históricos que nos dão força para olhar o futuro com determinação”, disse o pároco do concelho da Mealhada, enaltecendo o momento com “respeito e gratidão”.

Antes do regresso do cortejo e da visita ao Museu Militar do Bussaco deu-se a Cerimónia de Homenagem aos Mortos da Batalha do Bussaco.

 

Álbum de fotografias de José Moura em https://www.facebook.com/bairradainformacao/