Cerca de duas centenas de pessoas provenientes, maioritariamente, dos concelhos da Mealhada, Mortágua e Penacova fizeram parte do passeio encenado noturno, no passado sábado, um dos pontos altos das comemorações dos duzentos e sete anos da Batalha do Bussaco. O posto de comando de Wellington, Obelisco (Monumento dedicado à Batalha) e Moinhos de Sula e de Moura foram os principais pontos de uma caminhada constituída por oito quilómetros.

As encostas da Serra do Bussaco, na noite do dia 23 de setembro, voltaram a transformar-se num campo de batalha, que opôs, tal como há mais de duzentos anos, os exércitos luso-inglês e francês.

Os participantes recuaram, assim, até 1810, através de pequenas encenações e efeitos de luz e som, numa recriação que teve a colaboração do Grupo de Reconstituição História do Município de Almeida (GRHMA), numa organização dos Municípios da Mealhada, Mortágua e Penacova.

Partidos do meio da Serra, os “soldados” seguiram até ao Posto de Comando de Wellington. “Foi aqui que observou todas as movimentações e o desenlace dos ataques travados nas encostas voltadas a norte, mas de onde, sobretudo, cordenou a artilharia que mandou trazer especificamente para este local”, explicou o “Tenente Coronel Bacellar”, que na realidade é o responsável pelo Setor da Cultura no Município de Penacova. “Na verdade o quartel – general e verdadeiro Posto de Comando de Wellington foi o Convento do Bussaco, aqui foi, sobretudo, o seu posto de combate”, referiu ainda.

Prosseguida “a marcha”, a próxima paragem aconteceu no “acampamento do Obelisco”, local onde foi explicado, aos participantes, o que aconteceu na madrugada de 27 de setembro em que se deu a “para sempre conhecida ‘Batalha do Bussaco’”. Aqui, recriadores atuaram ao som de mosquete (uma das primeiras armas de fogo), artilharia e combate.

Houve ainda passagem pelo Moinho de Sula, local onde o general inglês Craufurd estabeleceu o seu posto de comando durante a Batalha do Bussaco e uma “seia noturna”, promovida pelos três municípios, no Moinho de Moura.

Recordamos os nossos leitores que, aquando da apresentação das comemorações da Batalha do Bussaco, em meados deste mês, Luís Albuquerque, representante do Chefe dos Estado-Maior do Exército e diretor do Museu Militar do Bussaco, explicou que esta Batalha “tem um significado muito especial para o Exército, já que foi ‘nela’ que participou o maior número de portugueses e aquela que marcou o renascimento do exército português”.

Depois de ontem, dia 24 de setembro, ter-se dado a abertura do Centro Interpretativo “Mortágua na Batalha do Bussaco”, “aguarda-se”, na próxima quarta-feira, dia 27 de setembro, as anuais Cerimónias Militares e Protocolares do Exército Português, que acontecem no Obelisco, na Porta de Sula.

 

Galeria de fotografias de José Moura em https://www.facebook.com/bairradainformacao/