O Carnaval Luso Brasileiro da Bairrada, que se realizou nos dias 26 e 28 de fevereiro deste ano, foi visitado por doze mil pessoas, o que gerou uma receita superior a sessenta mil euros. As contas de maio de 2016 até ao mesmo período de 2017 da Associação de Carnaval da Bairrada (A.C.B.), que foram apresentadas aos sócios na noite de 12 de setembro, refletem um valor global de receita de cerca de cento e setenta e três mil euros, tendo a despesa atingido os cento e oitenta e um mil euros.

Apesar das contas da atual direção, contabilizadas de 31 de maio de 2016 a 31 de maio de 2017 terem um saldo negativo em cerca de oito mil e quinhentos euros, os elementos, a exercer funções há um ano, fazem um balanço positivo, tendo em vista os objetivos estipulados na candidatura.

“Após dezasseis anos trouxemos o Festival de Samba, a Tenda Gigante e os corsos do Carnaval para o centro da Mealhada com a finalidade de trazer mais público, o que foi conseguido. No domingo de Carnaval tivemos oito mil pessoas e se compararmos com o ano de 2016, apenas estiveram, no mesmo dia, seis mil”, começou por explicar Bruno Diogo, tesoureiro da direção da A.C.B., dizendo que “na terça-feira só estiveram quatro mil pessoas porque o tempo nessa manhã e início de tarde foi muito instável”.DSC04168

A verba da Câmara da Mealhada, no período da análise económica financeira da Associação, foi de oitenta e quatro mil euros: sessenta mil euros para a realização do evento de 2017 e vinte e quatro mil euros, referente aos prejuízos do corso de terça feira de 2016, que não se chegou a realizar. Uma cláusula estabelecida em acordo entre a A.C.B. e a Câmara. “Conseguimos também aumentar o número de donativos feito pelas empresas ao evento, que atingiu os dez mil euros”, disse ainda Bruno Diogo.

Mas se os proveitos e “novidades” aumentaram, o mesmo aconteceu com as despesas. “O púbico aumentou, mas também aumentou o percurso de seiscentos para novecentos metros, o número de bilheteiras e o número de seguranças no recinto”, continuou Bruno Diogo, garantindo que “houve ainda o regresso do rei brasileiro, onde só a sua presença teve um custo de perto de dez mil euros”. “Este é um encargo grande, mas achamos que o Carnaval Luso Brasileiro da Bairrada só faz sentido com um rei brasileiro”, enfatizou.

Em valores mais avultados de despesa, a Associação de Carnaval apresentou mais de dez mil euros na nova sede (também esta foi “levada” para o centro da cidade), entre rendas, obras, mobiliário e equipamento; para a feitura e mão-de-obra dos carros alegóricos mais de vinte e dois mil euros; valor dado às escolas de samba superior a trinta e sete mil euros; mais de quinze mil euros em som para os corsos; e vinte mil euros em publicidade e material promocional. “A anterior direção tinha um investimento de dez mil euros em publicidade, mas nós decidimos reforçar essa verba, uma vez que apresentámos várias novidades, que precisaram de uma intensa e forte divulgação”, disse ainda Bruno Diogo.

Apesar do resultado financeiro da atual direcção ser negativo em cerca de oito mil e quinhentos euros, na “análise económica-financeira” apresentada aos sócios pode ver-se o montante de catorze mil e quinhentos euros negativos, que Bruno Diogo justifica: “Há um montante de cerca de seis mil euros que são referentes a correções de períodos anteriores ao nosso, onde se inclui ainda um ‘gasto com pessoal’ e uma ‘multa fiscal de 2013’ que liquidámos”.

A reunião ficou ainda marcada pela recondução de novos membros nos órgãos sociais, devido à saída de outros. Assim, de novas entradas estão Gustavo de Almeida, Catarina Pedro e Gonçalo Rodrigues para vogais da direção; Carla Carvalheira, Carlos Pinheiro e Nuno Pestana são, respetivamente, presidente, vice-presidente e vogal da mesa da assembleia-geral; e Carlos Castela entra como vogal do conselho fiscal.