“A Direção Geral do Património do Estado tem em seu poder, desde junho deste ano, uma contra proposta da Câmara de Anadia para aquisição dos imóveis das antigas Escolas Básica 2,3 e Secundária”. A declaração foi feita, ao «Bairrada Informação», por Teresa Cardoso, presidente do Município, depois do assunto ter sido espoletado em Assembleia Municipal, que se realizou na tarde do dia 11 de setembro.

O assunto não é novo em reuniões do executivo anadiense, uma vez que os imóveis das antigas Escola Básica 2,3 e Secundária de Anadia, na entrada principal da cidade de Anadia, estão sem utilização, desde que a comunidade escolar passou a ter aulas numa obra, situada no Complexo Desportivo de Anadia, em terrenos da autarquia, mas que ficou a cargo da empresa estatal Parque Escolar.

Na altura, e segundo a edil, “foi acordada uma permuta em que estes terrenos ficariam para o Município a custo zero, mas a verdade é que o acordo foi verbal e nada ficou escrito”, referindo-se a trabalhos do anterior executivo.

Os antigos edifícios estão, assim, ao “abandono”, sujeitos a degradação e vandalização e, por isso, quando “em maio passado, tomamos conhecimento dos valores da avaliação feita aos imóveis, pelo Património do Estado, bem como da nossa, feita por um perito avaliador e munida de um relatório do Chefe de Divisão e Planeamento do Município, vimos uma grande diferença em ambas”.

Sem falar em números, Teresa Cardoso garante que “são altos e sobrevalorizam os imóveis”. “É que, já na altura em que houve a mudança, ‘eles’ estavam em mau estado de conservação. Aliás, se estivessem bem não havia necessidade de se ir construir outra escola”, enfatizou a autarca, lamentando “a deterioração dos imóveis ao longo dos últimos anos”.

Após essa reunião extraordinária do executivo, que se realizou a 31 de maio, foi enviado um ofício à Direção Geral do Património do Estado, datado de 8 de junho, com uma “contra proposta para aquisição, imediata, dos imóveis, por um valor bem mais baixo do pedido, mas aquele que achamos justo e adequado”.

“Assim é que não pode estar, pois nem se preserva o que pode ser preservado, nem se cuida do que pode ser cuidado!”, afirma a presidente da Câmara de Anadia, lamentando que estes imóveis sejam “a montra de uma entradas principais à cidade de Anadia”.

“Isto custa-me muito a mim, mas também a qualquer anadiense. Naquele local há história e muitas memórias! Agora há abandono e mato a toda à volta, num dos lados de uma avenida tão imponente, bonita e verde como é aquela”, concluiu ainda a edil.