“Bussaco nas 4 Estações – A fauna e a flora” é uma exposição com cerca de duas centenas de fotografias, promovida pela Fundação Luso, e é o resultado de um concurso, de um ano, da Fundação Mata do Bussaco, ao qual participaram cento e vinte fotógrafos amadores, provenientes de todo o país. A exposição inaugurada, na manhã de ontem, no Casino do Luso, está aberta aos visitantes até ao dia 30 de setembro. As entradas são gratuitas.

Nuno Pinto Magalhães, presidente da Fundação Luso, enalteceu a temática da exposição, referindo que “o ecossistema, específico e único, da Serra do Bussaco, onde ‘nasce’ a água do Luso, tem que ser protegido, garantido e valorizado”.

O local da exposição, o Casino do Luso, também não foi esquecido por Nuno Pinto Magalhães, que garantiu ser “esta uma zona de maior afluência no Luso”. “É a terceira exposição que aqui fazemos e, só no ano passado, a dos ‘Carmelitas Descalços’ superou os cinquenta mil visitantes, entre nacionais e estrangeiros”, disse.

“As exposições são de entrada gratuita e o local onde estão é digno de ser visitado por todos”, enalteceu o presidente da Fundação Luso, que acabou por divulgar a surpresa que tinha “guardada” para a Fundação Bussaco: “Depois do dia 30 de setembro, todo este espólio fotográfico será para vocês fazerem o que entenderem com ele. É vosso!”.

A exposição conta com o apoio do Museu da Ciência da Universidade de Coimbra, que “cedeu” alguns exemplares dos animais que podem ser vistos no Bussaco. “Aqui temos embalsamado, o que pode ser visto, vivo, na Mata”, disse Carlota Simões.

António Gravato, presidente da Fundação Bussaco, agradeceu à Fundação Luso, Universidade de Coimbra, Câmara da Mealhada e ainda ao fotojornalista Daniel Rodrigues, júri do concurso, “que se prontificou de imediato a aceitar o nosso convite”. “É para nós um orgulho muito grande ter aqui, hoje, o colaborador do ‘The New York Times’, vencedor do World Press Photo 2013, e, há poucos dias, considerado o fotógrafo Iberoamericano do Ano, ao vencer o concurso ‘Picture of the Year International’”, elogiou António Gravato.DSC03373

“As imagens patentes nesta exposição apresentam pormenores fantásticos e únicos que resultam da visão muito própria de cada fotógrafo inscrito”, disse ainda o presidente da Fundação Bussaco, concluindo que “o Luso e o Bussaco são já uma marca de referência!”.

Durante a cerimónia de inauguração foram ainda entregues os prémios aos vencedores. Lucinda Grilo, da Cordinhã, arrecadou o primeiro lugar, tendo recebido uma máquina fotográfica Leica V-Lux; Hugo Ferreira, de Mortágua, ficou em segundo lugar e ganhou um Curso de Fotografia Digital no Instituto Português de Fotografia; e Artur Tomaz, de Viseu, ficou em terceiro lugar, tendo ganho uma Formação Intensiva em Artes Visuais – Fotografia (quinze dias) oferecida e ministrada pela Escola Superior Artística do Porto.

Joana Carvalho, que ficou em quarto lugar, arrecadou uma noite no Palace Hotel do Buçaco, para duas pessoas e Tiago Ângelo, do Luso, obteve uma menção honrosa que lhe valeu uma noite no Grande Hotel de Luso, para duas pessoas.

E se um dos objetivos era dar a conhecer a Mata do Bussaco, Artur Tomaz prova que é verdade. “Conhecia bem o Luso, mas o Bussaco só fiquei a conhecer com este concurso e posso garantir que fiquei a conhecê-la muito bem!”, disse, ao «Bairrada Informação», o participante, oriundo de Viseu.

Já Daniel Rodrigues, fotojornalista do “The New York Times”, parabenizou a iniciativa e “as boas fotografias apresentadas, que deram ‘trabalho’ a escolher por serem de tanta qualidade”.

 

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