Dois apartamentos situados na Urbanização do Choupal (onde se situa o Arquivo Municipal), na cidade da Mealhada, foram assaltados, na tarde da passada segunda-feira, em plena luz do dia e sem arrombamento de portas. Segundo o que o «Bairrada Informação» conseguiu apurar, situação idêntica aconteceu há precisamente um mês, no mesmo local e com as mesmas características.

O “assalto” é feito sempre da mesma forma: é escolhido o lote e a “investida” é feita a dois apartamentos, no mesmo piso. Foi assim em junho e foi assim que aconteceu na passada segunda-feira, dia 10 de julho.

“Reviraram os quartos todos, tiraram a roupa das gavetas, abriram tudo o que era caixas e caixinhas… e ficou tudo espalhado no chão e por cima da cama”, disse-nos a proprietária de um dos apartamentos assaltados, na passada segunda-feira.

E o foco era só um: ouro amarelo. “Levaram as peças de ouro e nada mais. Tínhamos um portátil e uma máquina fotográfica à vista e nem tocaram”, continuou a moradora que garante que o(s) assaltante(s) “sabem perfeitamente abrir fechaduras porque as portas estavam ambas (dos dois apartamentos) fechadas à chave”.

No local estiveram agentes dos Posto da Mealhada e de Anadia da Guarda Nacional Republicana que, segundo a proprietária do apartamento assaltado, “procuraram vestígios no local”. “Pelo que me foi dito já tinham sido assaltados outros dois apartamentos no Choupal há umas semanas, com o mesmo método”, acrescentou ainda.20049559_1792941177389903_1157253399_o

Tudo terá acontecido entre as 10h e as 17 horas e agora a proprietária está a tentar reunir imagens do que foi furtado para apresentar queixa no Posto da GNR. “Segundo o que me disseram, se as portas tivessem sido arrombadas era crime público, mas como não foram, a queixa tem que ser apresentada, até um limite de seis meses, no Posto”, explicou-nos a proprietária.

O «Bairrada Informação» teve ainda conhecimento, depois do contacto na tarde de ontem com alguns moradores, de que depois dos dois assaltos, ocorridos no mês passado, muitos foram os que procuraram ter segurança contratando os serviços de empresas de alarmes. Um facto que o nosso jornal comprovou no local com as placas publicitárias dos alarmes, numa grande parte de apartamentos de um dos lotes da Urbanização.

Tentámos, até ao final da tarde de 11 de julho, entrar em contacto com o Comando Territorial de Aveiro da GNR, bem como com o comandante do Destacamento Territorial de Anadia (que engloba o concelho da Mealhada), mas nunca o conseguimos.