“Ai dos homens que não fazem e escrevem a sua própria história, porque só assim se abrirão caminhos e horizontes para os vindouros”. Foi assim que Vítor Matos, presidente da Junta de Freguesia da Pampilhosa, iniciou o seu discurso, na sessão solene das “comemorações dos novecentos anos da Pampilhosa”, que tiveram início, oficial, durante o dia 28 de junho. Uma cerimónia marcada pela ausência do primeiro-ministro António Costa que, pelos recentes acontecimentos trágicos que aconteceram na região Centro, cancelou a visita à Pampilhosa.

“Não poderão, as sucessivas gerações, culpabilizarem-se se uns e outros não escreverem o que se vai passando e acontecendo à sua volta. As culturas e tradições por mais simples e singelas que pareçam, nunca deverão ser menosprezadas, desprezadas, ignoradas e muito menos esquecidas. A história faz-se de um pouco de tudo, mas muito especialmente de pormenores, porque as grandes notícias são escritas quotidianamente”, declarou o autarca, referindo que “os novecentos anos merecem ser comemorados com todo o rigor e solenidade, como está a ser feito”.

“Um povo sem passado é um povo sem futuro e, por isso, que a pegada ecológica de séculos possa ser transformada num futuro brilhante para gentes tão laboriosas”, concluiu  o presidente da Junta da Pampilhosa.

Maria Alegria Marques, historiadora, pampilhosense e Professora na Universidade de Coimbra, fez uma exposição sobre a história da Pampilhosa, explicando as razões, “típicas da altura”, que levaram à sua doação ao Mosteiro de Lorvão. “Remissão dos pecados e caridade cristã”, referiu, louvando a “iniciativa”. “Que esta comemoração sirva também para a valorização das riquezas naturais e de interesse maior a quem faz desta a sua terra”, acrescentou a historiadora.

Depois de Daniela Esteves, presidente da Assembleia Municipal da Mealhada, elogiar os elementos da organização da iniciativa numa “freguesia tão rica e histórica”, Rui Marqueiro, presidente da Câmara da Mealhada, referiu: “O entusiasmo com que Vítor Matos levou a cabo estas celebrações foram o grande incentivo para que a Câmara apoiasse aos níveis organizacional e financeiro”.

No seu discurso, o autarca quis ainda marcar algumas das obras que, nos próximos anos, podem vir a ser realidade na freguesia da Pampilhosa: “Plataforma Rodoferroviária, que a Infraestruturas de Portugal considera uma das soluções mais fortes; e alargamento da Zona Industrial de Viadores”.”As obras do Cineteatro da Pampilhosa, que está ao cuidado do Grémio de Instrução e Recreio, e do Mercado Municipal estão a prosseguir o seu curso”, enfatizou Rui Marqueiro, que referiu que, no próximo dia 3 de julho, será realizada a escritura da aquisição do “Chalet Suiço”. “Até ao final deste mandato haverá um projeto para que este edifício deixe de ser um pombal”, garantiu.

Rui Marqueiro concluiu ainda a cerimónia, afirmando: “Acredito no futuro do Município. Acredito no futuro da Pampilhosa”.

 

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