Hugo Alves Silva tomou lugar na vereação da Câmara Municipal da Mealhada, na reunião de 5 de junho, depois de ter passado pela autarquia, em regime de substituição, no último mês de 2016 até ao início deste ano. Para que o, agora vereador (o último das listas da Coligação nas autárquicas de 2013), tomasse posse, os restantes sete elementos que se candidataram na lista renunciaram o mandato, não podendo voltar ao lugar, conforme a “lei de renúncia ao mandato autárquico” o obriga.

Recordamos os nossos leitores que este assunto foi espoletado depois de na reunião pública do mês de maio estar, na ordem de trabalhos, a análise do pedido de suspensão do vereador João José Seabra, mas em que a Coligação já ia “munida” de um elemento para a sua substituição, sem que a autarquia tivesse analisado o pedido e/ou Rui Marqueiro, presidente da Câmara, tivesse invocado a presença do quarto elemento eleito (ler http://www.bairradainformacao.pt/2017/05/19/rui-marqueiro-explica-com-pormenor-lei-de-renuncia-ao-mandato-autarquico/).

Na passada segunda-feira, e já com assento na vereação, Hugo Silva fez uma declaração, no período antes da ordem do dia, onde alegou estar no órgão “com espírito de cooperação institucional”, assumindo-se “só e apenas como vereador e não como o candidato a presidente da Câmara”.

O vereador, e oficialmente candidato à autarquia nas próximas eleições, afirma assumir “as suas posições frontalmente, olhos nos olhos, sobre qualquer tema, na total ausência de pressões, com a liberdade que deve representar a iniciativa e participação cívica de cada pessoa da nossa terra, faço-o por cada um de nós, não como candidato a presidente, porque aqui é essa a voz que represento, a voz daqueles que pela falsa dependência do poder político se calam por todo o nosso concelho”.

Depois de ouvir, Rui Marqueiro afirmou: “A sua declaração merece uma resposta que ser-lhe-á dada na próxima reunião de Câmara”.

No dia seguinte ao da reunião, o “Juntos pelo Concelho da Mealhada”, enviaram um comunicado às redações, onde escrevem que houve uma tentativa de “impedir que Hugo Alves Silva – membro da lista candidata em 2013, e candidato anunciado pela coligação em 2017 – reocupasse legítima e democraticamente o lugar de vereador na Câmara Municipal que já ocupou anteriormente em regime de substituição”.

E Rui Marqueiro comenta: “É ridículo e incompreensível que tenha sido efetuada uma manobra político partidária, que apesar de legal, é de muito mau gosto! Eu cumpri a lei. Já os ‘Juntos’ optaram por um comportamento politicamente insustentável”. “Os leitores atentos sabem que isto é enganar quem votou nas listas da coligação. Até porque ninguém votou nesta a pensar no último suplente”, garante.