Os alunos da Escola Profissional Vasconcellos Lebre, na Mealhada, participaram, pela primeira vez, no “concurso inter-escolas Escolíadas”. Em prol desta participação, que arrecadou uma boa classificação na prova de Artes Plásticas no primeiro Polo, Nuno Canilho, diretor geral da EPVL, pediu um apoio financeiro à Câmara da Mealhada. O valor de dois mil euros foi aprovado, por unanimidade, apesar de o financiamento à entidade ter sido posta em causa por Hugo Silva, da coligação “Juntos pelo Concelho da Mealhada”, que tomou lugar na vereação, na reunião de 5 de junho.

Os alunos da EPVL participaram, pela primeira vez, este ano, nas Escolíadas e, segundo Nuno Canilho, houve uma “vontade manifestada (pelos mesmos), aliada à insistência da organização” do evento.

Finda a participação, o diretor geral da EPVL apelou ao executivo camarário por um apoio extraordinário, conforme acontece com o Agrupamento de Escolas da Mealhada, nomeadamente, para ajuda de despesas com “cenários, caracterizações e transporte dos alunos até Ílhavo”, onde decorreu o Polo I.

Guilherme Duarte, vice-presidente da Câmara da Mealhada e responsável pelo pelouro da Educação, informou que “para o Agrupamento de Escolas da Meahada, nos últimos três anos (incluindo o presente ano letivo), houve um apoio de dois mil euros, acrescido de transportes nos dias de espetáculo, e sei que não costuma chegar”.  “Ora, os alunos da EPVL terão o mesmo pé de igualdade”, enfatizou.

Hugo Silva manifestou-se favorável ao apoio, “dado o carácter excecional”, mas referiu que “as entidades são diferentes, sendo a EPVL uma sociedade por quotas”.

Guilherme Duarte respondeu que “o mais importante é a escola ter participado pela primeira vez” e que isso deve “servir de incentivo”. “Não estamos a dar dinheiro à EPVL e ao Agrupamento, estamos a dar apoio aos alunos”, disse ainda o autarca, garantindo que “só em transporte foi gasto muito dinheiro e foram os alunos que se organizaram para o poder ter”.

Já José Calhoa enfatizou o facto de a EPVL “ser apenas o meio para que a verba chegue as despesas dos alunos”. “Temos que dar as mesmas condições aos alunos”, explicou.

Por parte dos serviços jurídicos foi explicado que “é uma situação particular, em que as despesas estão identificadas” e são referentes a “uma atividade exterior à escola”.

“União na realização das tarefas”, escrevem os alunos

Na página oficial da EPVL, na rede social Facebook, lê-se que: “A nossa escola conseguiu arrancar sorrisos e aplausos ao público de uma forma espontânea e genuína, o que nos motivou para melhorarmos e trabalharmos mais e mais numa próxima participação.  Notámos algumas diferenças no desenrolar deste processo. Conseguimos desenvolver a união na realização das tarefas, conseguimos desenvolver relações interpessoais, conseguimos aproximar histórias de vida que antes se afastavam pela sua diferença, mas que doravante serão compreendidas e ajudadas, conseguimos desenvolver o valor da amizade tal como a sua força, conseguimos um produto final que muito nos honrou e prestigiou ‘neste mundo’. Sim este mundo, pois é um mundo onde entramos pela primeira vez, como já fora referido, mas que não estranhamos. A nossa adaptação, imaginação, alegria e vontade fizeram esse mundo ser mais próximo”.

Imagem Facebook EPVL