Cassilda Martins comemora cento e sete anos, esta sexta-feira, dia 26 de maio. A “residir” no Centro de Assistência Paroquial da Pampilhosa, na valência de Terceira Idade, a utente vai ver “reconhecida” a data do seu aniversário, com uma “pequena” festa, preparada pela Instituição Particular de Solidariedade Social.

“Muito ativa” é assim que é descrita a “dona Cassilda” pela diretora técnica da instituição, Sandra Mendes. “Até há dois anos, estava perfeitamente normal e apenas tinha algumas dificuldades de locomoção”, continuou a dirigente, confessando que “’a dona Cassilda’ ajudava, nessa altura, na cozinha, por exemplo, nos pequenos preparativos de confeção da sopa”. “Era importante para ela sentir que ajudava…”, enfatizou.DSC07947

“Vestia-se, ajudava na higiene e gostava de participar nas atividades das animadoras. Estava sempre muito alegre. Onde estava a ‘dona Cassilda’ havia sempre crianças e muito amor à volta”, continuou Sandra Mendes, garantindo que “nunca teve conflitos com ninguém”. “Todos os utentes e colaboradores gostam dela”, elogiou.

Ainda hoje, e segundo a diretora técnica do Lar do Centro de Assistência Paroquial da Pampilhosa, é Cassilda Martins “que passa o sabonete no banho e coloca o creme no corpo”. “Não vê e ouve mal e isso tornou-a agora mais parada, caso contrário, acho que faria tudo igual como era há dois anos”, disse ainda.

O filho, José Martins, considera que o segredo da longevidade da mãe “passou por uma alimentação sempre cuidada, ao longo da vida”. “Tinha uma dieta ‘rigorosa’ por sua vontade e também não parava em casa. Fizesse chuva ou sol, ela saia sempre, corria as Igrejas todas, em Coimbra, e participava nos seus peditórios. Parada é que não podia estar”, confessou-nos José Martins, um dos filhos de “dona Cassilda”.

Cassilda Martins foi “servente” nos Hospitais da Universidade de Coimbra, o que nos dias de hoje se designa de “auxiliar de ação médica”, até aos setenta anos. “Quando se reformou, estava bem e muito ativa”, disse José Martins, garantindo que, com o passar dos anos, “eram precisos mais cuidados” e foi a própria Cassilda a escolher o Lar onde está, desde outubro de 2007.

E é na instituição que Cassilda Martins apaga as velas dos cento e sete anos de vida. “É uma festinha resguardada, sem muito movimento à sua volta”, explicou Sandra Mendes, confirmando, contudo, que para além da família, “que é sempre muito presente”, estão também “crianças do CAPP a ajudar a apagar as velas do bolo. São as crianças com sete anos ou que o façam este ano, para termos a diferença de cem anos entre as duas gerações”. “Nunca tivemos ninguém aqui que festejasse os cento e sete anos. É muito bom!”, concluiu ainda.