Arruada pelas ruas e praças do burgo, festejos e folguedos, animação de rua, recriações históricas, comeres e beberes nas tabernas, jogos medievais, espectáculo de malabares de fogo, as bailias, as danças e a música medieval. Tudo isto preenche a Feira Medieval, em Anadia, que acontece no centro da cidade desde ontem e que só termina ao final da noite de 25 de maio.

Há já alguns anos que a Câmara Municipal de Anadia escolhe o feriado municipal da “quinta-feira da Ascensão” ou, também designado, “Dia da Espiga”, e a sua véspera para realizar a Feira Medieval. A população anadiense gosta e os artesãos agradecem.

“É uma Feira que tem melhorado de ano para ano e tem sempre muitos visitantes”, disse, ao «Bairrada Informação», Maria Lares, satisfeita com evento que “proporciona outra vida ao centro da cidade de Anadia”.

Ontem (24 de maio), o dia de festa começou ao início da tarde e terminou noite dentro com a ópera cómica “Pimpinone”, de Georg P. Telemann, levada à cabo por Ritornello – Associação Cultural. “Trata-se de um divertido intermezzo, composto por Georg Philipp Telemann, que conta a história de Vespetta, uma camareira em busca de um marido rico, que lhe garanta a independência. Trava, então, conhecimento com o mercador Pimpinone, e, depois de o convencer a dar-lhe emprego, acaba por seduzi-lo e levá-lo ao casamento, argumentando estar em causa a sua reputação”, lê-se numa nota de imprensa da autarquia.

E é sempre “esta noite”, a da véspera do feriado municipal, que traz mais pessoas ao epicentro de Anadia. Carlos Paulo, de Arganil, vem a esta Feira Medieval pela terceira vez, “trazendo” consigo uma banca de antiguidades. “É uma feira simpática e traz sempre muita gente. No ano passado estava a chover no Dia da Ascensão, mas mesmo assim foi bom”, elogiou o “visitante”.

Outra das atrações da Feira é o espaço dedicado aos “comes e bebes”. Cada Junta de Freguesia tem direito a um e “entrega-o” a uma instituição. Ao nosso jornal, Teresa Rodrigues, diretora técnica do Centro Social Recreativo e Cultural da Pedralva, da freguesia de São Lourenço do Bairro, explica que esta participação da Instituição Particular de Solidariedade Social que dirige “é muito importante, não só pela angariação de fundos, mas também pela interação que se gera entre colaboradores, utentes e comunidade civil”.

“Aqui temos tudo: bacalhau à lagareiro, sangria, chouriça assada em aguardente, folares confeccionados em forno a lenha, petinga, pão com chouriço e leitão”, acrescentou Teresa Rodrigues, que, enquanto falava connosco, preparava o momento de se vestir a rigor, “com trajes da época disponibilizados pela Câmara”.

Hoje, quinta-feira, dia 25 de maio, e após a reabertura do mercado logo pela manhã, foram retomadas as festividades, tendo sido realizado o cortejo de D. João, regedor e defensor do reino, em que recebe o Duque de Lencastre, seu futuro sogro.

E tal como nas anteriores edições do evento, os visitantes têm oportunidade de participar nas atividades da feira. Assim, no Centro Cultural de Anadia estarão disponíveis, das até às 23 horas, trajes da época que poderão ser envergados pelos interessados.

 

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