A Filarmónica Pampilhosense festeja os noventa e sete anos de existência com um programa de aniversário a realizar nos dias 20 e 21 de maio. Daniel Vieira, presidente da direção da associação, ao «Bairrada Informação», fez um balanço dos últimos anos de mandato e explica o que tem feito para a “sobrevivência” musical da Banda.

O dia de aniversário da Filarmónica Pampilhosense é a 9 de maio, contudo, “por diversos fatores (que incluem dois eventos – Procissão de Velas, na Pampilhosa, e Queima das Fitas, em Coimbra)”, a associação festeja a data mais tarde.

Assim, no sábado, dia 20 de maio, realizar-se-á uma Festa das Sopas,a partir das 19h 30m, no Salão da sede da Filarmónica.  “São dez sopas diferentes ofertadas por dez amigos que têm restaurantes na Pampilhosa, Bussaco, Póvoa do Loureiro e Ponte de Viadores”, começou por dizer Daniel Vieira, que conta que participem “cerca de uma centena de pessoas”.

“Por quatro euros, cada inscrito pode provar as sopas que quiser e o preço incluí pão e uma bebida”, disse ainda o dirigente, que diz que terão também à venda bifanas. Uma noite que será animada por “(Afonso) Rocha e o seu teclado”.

“Esta é uma forma de confraternização dos sócios e, ao mesmo tempo, tentamos angariar fundos para minimizar os gastos que se tem com o aniversário, nomeadamente, com a banda convidada para a ‘Festa da Filarmonia’”, continuou o presidente da direção da Filarmónica Pampilhosense.

O ponto alto do fim de semana acontece no domingo, dia 21 de maio, com o concerto onde a Pampilhosa recebe a sua congénere, a Sociedade Filarmónica Lealdade União Ribeirense, Ribeira Ruiva, da freguesia de Ribeira Branca, em Torres Novas. O desfile, seguido de concerto, no qual participam cerca de uma centena de músicos, sairá do Largo do Garoto às 15h 30m até à sede da Filarmónica.

“Crise” nas festas religiosas não fez parar Banda

No início deste ano de 2017, Daniel Vieira foi reeleito na associação e garante que, junto com a equipa, “arregaçou as mangas” e procurou comissões de festas religiosas na região para poder promover concertos. “Tem havido um afastamento das populações às festas religiosas e isso faz com que também haja cada vez menos ajuda para com as comissões”, explicou-nos Daniel Vieira que diz que assim “é nas Filarmónicas que os organizadores fazem os primeiros cortes”.

“Mas não quisemos desistir e contactámos as comissões de festas, sobretudo por onde já passámos e o que é certo é que só para este ano já temos dezassete agendamentos e um pedido de orçamento para 2018”, disse o dirigente, que só lamenta “os preços terem sido reajustados” e que isso só é possível “devido ao apoio que a Junta de Freguesia e a Câmara dão, ao longo do ano, nomeadamente para instrumentos e fardamentos”.

Para o próximo ano e até 2018, Daniel Vieira espera poder avançar com a obra da cobertura da sede, bem como da sua pintura exterior. “Os cadernos de encargos estão a ser feitos para que possamos pedir orçamentos”, disse ainda o também Maestro da Filarmónica, que relembra que o edifício “já tem trinta anos”.

O dirigente confidenciou-nos ainda que, até ao centenário da associação, tenciona arranjar estratégias para a gravação de um CD.