O provedor da Santa Casa da Misericórdia da Mealhada manifestou a sua preocupação, numa conferência de imprensa na Mealhada do Partido Socialista, que se realizou no dia 8 de maio, com o facto da Administração Regional de Saúde do Centro não ter assinado, para 2017, o acordo da Consulta a Tempo e Horas (CTH), que permite que os utentes sejam atendidos, em algumas consultas de especialidade e cirurgias, a preços reduzidos, mediante apresentação de credenciais dos médicos de família.

“Que o Governo reponha o CTH às populações”, começou por dizer João Peres, garantindo que a ARS do Centro ainda não deliberou novo acordo, o que faz com que haja “intervenções cirúrgicas ‘presas’ há um ano”. “E é o único Hospital das Misericórdias da ARS do Centro que não tem”, lamentou ainda.

Rui Marqueiro, presidente da Câmara Municipal da Mealhada, disse ter “a promessa do senhor Secretário de Estado da Sáude (Manuel Delgado), na resolução da questão”. “É fundamental que o Hospital Misericórdia da Mealhada possa crescer, que tenha todos os acordos e seja sustentável. Não é um Hospital qualquer”, disse o edil, afirmando ainda: “Acredito no dr.º Manuel Delgado quando diz que vai resolver esta questão”.

Para além disso, acrescenta Rui Marqueiro, “está em causa a política social que o Hospital tem para com as pessoas”. “Eu sei de pessoas que ao irem ao Hospital, e não tendo posses para o pagamento, foram atendidas na mesma. Isto é política social!”, acrescentou ainda o autarca.

Contactada pelo «Bairrada Informação, a ARS do Centro, em correio eletrónico enviado pela cordenadora do Gabinete Relações Públicas e Comunicação, garante apenas “realizar, em breve, uma reunião com a Santa Casa da Misericórdia da Mealhada”.