O “Chalet Suíço”, situado em frente ao Pontão da Estação de Comboios, no centro da vila da Pampilhosa, vai ser adquirido pela Câmara Municipal da Mealhada, por pouco mais de trezentos e cinquenta mil euros. A “novidade” já tinha sido “lançada” na última Assembleia Municipal, mas foi na manhã de 2 de maio oficialmente confirmada por Rui Marqueiro, presidente da autarquia, na reunião pública da Câmara.

É um imóvel “histórico” e “ao fim de quarenta anos de poder autárquico nunca foi possível adquiri-lo”. “As más condições são notáveis, mas julgo que ainda vamos a tempo de recuperar algumas coisas”, explicou Rui Marqueiro, depois de questionado por Gonçalo Louzada, vereador eleito pela coligação “Juntos pelo Concelho da Mealhada”, que quis saber “em que ponto estava a situação anunciada na última Assembleia Municipal”.

O presidente da Câmara da Mealhada disse ainda que a aquisição do imóvel não tem um fim concreto e estipulado, mas que servirá, entre outras coisas, “para dar apoio ao Mercado Municipal”, nomeadamente, com estacionamento, uma vez que a parte de trás do “Chalet” faz “fronteira” com o Mercado da Pampilhosa.

“Já temos acordo com o proprietário, faltando apenas a sua formalização e, por isso, voltará a reunião de Câmara brevemente”, disse ainda Rui Marqueiro, referindo-se a uma espaço “com alguns metros quadrados”, onde pretende proceder à sua recuperação, “bem como dos ‘frescos’ das paredes”. “É um local que recebeu reis e rainhas”, enfatizou o autarca.

Segundo conseguimos apurar, o “Chalet Suiço” foi mandado construir por Paul Bergamin, em 1886, um emigrante suíço que veio para a zona da Pampilhosa aquando da instalação da linha de caminho de ferro da Beira Alta. “Teve por finalidade a indústria hoteleira e chegou a ser residência real pois ali pernoitaram os reis de Portugal, D. Carlos e D. Amelia no quarto número doze, quando vinham da capital para o Bussaco”, lê-se numa nota da Junta de Freguesia da Pampilhosa, sobre o espaço cujo os terrenos anexos foram detentores, até há cerca de dois anos, da palmeira mais alta da Europa.

“Infelizmente, e por motivo de doença da árvore, tivemos que a cortar”, garantiu, ao «Bairrada Informação», Vítor Matos, presidente da Junta de Freguesia da Pampilhosa.